Irmão André não planejou a Portas Abertas

Veja como Deus usou um jovem obediente para mobilizar o mundo na causa da Igreja Perseguida

O fundador da Portas Abertas completa 92 anos de aventuras e fortalecimento da Igreja Perseguida no mundo

O fundador da Portas Abertas completa 92 anos de aventuras e fortalecimento da Igreja Perseguida no mundo

Hoje é aniversário do Irmão André. O fundador da Portas Abertas completa 92 anos. Porém, antes de encontrar Jesus, o jovem Anne van der Bijl teve dificuldades familiares e o desejo por desafios o levou até a guerra da Holanda contra a Indonésia. Ele era sedento por uma aventura que fizesse a vida valer a pena, porém as duras consequências das batalhas, como sofrimento e mortes, frustraram o soldado. Foi após levar um tiro na perna, que Anne foi sendo conduzido, gradativamente, aos caminhos do Senhor. As orações dos amigos e longas conversas sobre Deus não pareciam fazer efeito imediato. Mas um dia, voltou a ler a Bíblia e não conseguiu mais parar.

A hora de se render a Deus

“Não havia muita fé em minha oração. Apenas disse: Senhor, se me mostrares o caminho, eu te seguirei.”

Quando voltou para casa, a sede de compreender mais sobre a palavra continuou. O próximo passo dado foi frequentar uma igreja. Após a dispensa do exército em 1949, ele comprou uma bicicleta e por meio dela pôde participar também dos cultos em cidades vizinhas. “Em cada um deles, anotava cuidadosamente o que dizia o pregador e passava a manhã seguinte procurando passagens na Bíblia para ver se tudo o que dissera estava realmente lá”, contou. A repentina mudança nos hábitos do jovem preocupou os familiares, pois  poderia ser alguma “neurose de guerra”. Mas foi em 1950 que ele parou de lutar e rendeu-se a Deus. “Com uma nota no vento berrando para mim para não ser tolo, entreguei-me a Deus por completo – corpo, alma, espírito e aventura. Não havia muita fé em minha oração. Apenas disse: Senhor, se me mostrares o caminho, eu te seguirei. Amém. Foi simples assim”, afirmou.

A partir daí a verdadeira aventura começou na vida de Anne. Ele estava sem reservas diante de Deus, mas nunca tinha se sentido tão seguro. Nessa época foi chamado para ser missionário e as oportunidades para pregar começaram a aparecer na cidade natal e municípios vizinhos. O primeiro campo foi a fábrica de chocolate Ringers. Lá, conseguiu testemunhar o amor de Cristo e acabou sendo promovido, mas sentia-se atraído por algo maior. Depois de muita pesquisa e um tempo de espera, ingressou na Cruzada de Evangelização Mundial. Lá estudou por dois anos e aprendeu na prática como Deus supre as necessidades daqueles que se propõem a trabalhar para o reino. Na semana anterior da formatura, o cristão viu uma propaganda em uma revista, onde jovens foram convidados para um festival da juventude comunista em Varsóvia, capital da Polônia. Ele escreveu uma carta para os organizadores e compareceu ao evento como um missionário cristão.

“Não havia nenhum plano, nenhuma visão, certamente nenhum pensamento sobre liderar uma organização mundial. Deus revelou uma necessidade que eu podia satisfazer e foi isso que fiz.”

“Minha mala estava pesada. Nela havia apenas umas poucas vestimentas, uma muda de roupa de cama e alguns livretos de 32 páginas intitulados O caminho da Salvação”, testemunhou Anne. A partir dessa viagem, ele encontrou muitos cristãos que viviam por trás da Cortina de Ferro e começou a trabalhar para que eles tivessem Bíblias e literatura cristã. Assim que começou a viajar contrabandeando Bíblias por países comunistas como Tchecoslováquia, Iuguslávia, Romênia e Bulgária, Anne ganhou o fusca azul como companheiro para as viagens. O carro rodava pelas estradas abarrotado de Bíblias, livros e suprimentos para as pessoas em campos de refugiados. “Parei de usar meu nome completo e comecei  a usar o nome pelo qual era conhecido atrás da Cortina, onde os sobrenomes  praticamente deixavam de existir entre os cristãos: Irmão André”, contou o fundador da Portas Abertas.

“Não fomos feitos para nos defender, ou defender a igreja, ou o cristianismo em geral. Fomos feitos para antecipar as ações.”

As histórias das arriscadas missões do Irmão André foram relatadas no livro “O Contrabandista de Deus” em 1967. Logo, os cristãos de diferentes países tiveram acesso ao trabalho e se juntaram na grande aventura de fortalecer a Igreja Perseguida em território comunista.

A partir de 1970, o trabalho passou a ser apoiado por nações como África do Sul, Holanda, Austrália, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil. Gradativamente, foram surgindo oportunidades de expandir os projetos e chegaram até o Oriente Médio, África e América do Sul. Em todas as viagens, as Bíblias e livros cristãos eram itens essenciais na bagagem e o Irmão André não deixava de se reunir com líderes nacionais para conversar e apresentar a mensagem da cruz. “Há muito que podemos fazer, começando de joelhos. É verdade que não posso mais viajar e ver meus irmãos e amigos. Mas posso orar.Recentemente estive desafiando os cristãos para serem mais ativos. Na maior parte do tempo, sentimos medo porque ficamos na defensiva. Não fomos feitos para nos defender, ou defender a igreja, ou o cristianismo em geral. Fomos feitos para antecipar as ações”, completou.

As aventuras do Irmão André com Deus 

O Irmão André casou-se com Corrie Van Dame, cristã que conheceu enquanto trabalhava na fábrica de chocolate Ringers, e tem cinco filhos e 11 netos. Corrie já foi para o Senhor. Conheça mais experiências do fundador da Portas Abertas que foram contadas na obra “O Contrabandista de Deus”. Leia ou presenteie um amigo com os relatos das missões em apoio à Igreja Perseguida.

Fonte: Portas Abertas

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