PÉ NA ESTRADA

PROGRAMAS P/ UPA

Pé na Estrada

PÉ NA ESTRADA

REV. CARLOS EDUARDO ARANHA NETO

DEFINIÇÃO DO PROGRAMA

O Pé na Estrada é um programa missionário, de envolvimento, visando unir o adolescente com a UPA, e a UPA ao Reino de Deus. O programa possibilitará que os adolescentes conheçam a amplitude do Reino fora da Igreja local, na busca de crescimento espiritual e social, além do oferecimento de solidariedade. Para que haja tal união e envolvimento, os adolescentes conhecerão outras comunidades e farão um grande intercâmbio entre diferentes Igrejas Presbiterianas. Este intercâmbio terá o intuito de atuar no Campo Missionário com base em três pilares:

I) Evangelismo
II) Ação social junto à comunidade local
III) Estímulo cristão à igreja hospedeira.

OBJETIVOS DO PROGRAMA

– Despertar o ardor missionário no coração dos adolescentes, gerando assim membros da Igreja Presbiteriana do Brasil ainda mais comprometidos com missões.
– Desenvolver nos adolescentes a prática da evangelização pessoal, praticados individualmente ou em grupo, em lugares públicos e variados.
– Oferecer apoio aos campos missionários de diferentes Igrejas Presbiterianas.
– Fortalecer a amizade e comunhão entre os integrantes da UPA.
– Motivar os adolescentes para que tenham dinamismo no trabalho missionário da igreja onde congregam.

MOTIVOS PARA ADERIR AO PROGRAMA

– Os campos missionários precisam do apoio e o mesmo deve vir de toda a Igreja, podendo deste modo os adolescentes cooperarem solidamente.
– O programa é um meio de canalizar para a obra de Deus a articulação, o vigor físico, a receptividade e a disposição dos adolescentes.
– O programa envolverá o adolescente na realização de atividades novas e interessantes.
– Devido ao contato, intercâmbio e organização, as excursões são de baixo custo.
– Há possibilidade dos jovens manterem contato amplo com diferentes hábitos, costumes e culturas.
– O programa dá suporte a pastores e líderes de adolescentes para que se valorize o trabalho missionário desde a UPA.

QUEM ORGANIZA?

O Secretário Sinodal (se feito pela Confederação Sinodal) ou O Secretário Presbiterial (se feito pela Federação do Presbitério) ou O conselheiro/orientador junto ao pastor (se feito por UPA de uma igreja local).

QUEM PARTICIPA?

– A Federação ou Confederação da União de Adolescentes, representada pela UPA local, na pessoa de seus líderes.
– Adultos responsáveis, que acompanharão os adolescentes nas excursões.
– Adolescentes que forem participantes e atuantes na UPA local, e que contarem com autorização para visitar os campos.

FOCO PRINCIPAL

O propósito do programa Pé na Estrada é de apoio os campos missionários, congregações e pequenas igrejas. Nada impede que a igreja ‘visitada’, em um outro momento seja ‘visitante’. O foco é atingir a comunidade onde está a Igreja, através da Igreja que ali está.

ETAPAS DO PROGRAMA

1. Contato inicial – Deve haver um contato inicial entre o responsável pela comunidade a ser visitada e o Secretário Sinodal (se feito pela Confederação Sinodal) ou Secretário Presbiterial (se feito pela Federação do Presbitério) ou pelo conselheiro/orientador junto ao pastor (se feito por UPA de uma igreja local). Neste contato será dada a autorização, ou realizado o convite para que haja o Pé na Estrada.

2. Planejamento – Em uma reunião sistematizada, a liderança deverá definir a duração de tempo e a necessidade de recursos para a excursão. A duração de tempo da saída poderá variar conforme a disponibilidade de tempo, recursos e acomodação dos integrantes da Igreja junto ao campo missionário – pode ser em final de semana comum (saída na 6ª feira à noite e retorno no domingo após o culto, para campos missionários próximos); final de semana prolongado (algum feriado); semana inteira ou período de férias – sendo feito em revezamento de grupos no campo missionário, que deverá ser próximo. O ideal é que os campos não sejam mais distantes que 300 km pelas seguintes razões: clima, alimentação e custo. Clima muito diferente entre a região de onde se sai para onde se visita pode gerar problemas de saúde aos participantes; o mesmo ocorre com alimentação muito diferente do que se está acostumado; e o custo de uma viagem longa é muito maior e priva alguns de participarem. Quantos serão os integrantes na viagem, entre adolescentes e adultos responsáveis, será de competência do coordenador local definir. Não se descartam viagens de UPAs de Igrejas locais, muito embora o interessante seja o envolvimento de várias Igrejas. Junto ao missionário local pode-se saber quantos participantes a igreja que recebe comporta na acomodação.

3. Recolhimento de autorizações – É preciso que os líderes tenham uma relação detalhada dos adolescentes que seguirão a viagem. Nesta relação, também devem constar formalmente as autorizações dos pais ou responsáveis dos participantes.

4. Preparação – Deve haver um período no qual os participantes sejam preparados para executar o evangelismo na comunidade que visitarão. Estudos dirigidos da Palavra e instruções específicas sobre a comunidade que será visitada são requisitos fundamentais para a etapa de preparação.

5. Divulgação – A execução do programa deve ser amplamente divulgada pelos responsáveis diretos do programa missionário, ou seja, se for de âmbito presbiterial: secretários presbiteriais e coordenadores; se for de âmbito sinodal: através de secretários sinodais apoiados pelos secretários presbiteriais, se feito por UPA de uma igreja local: conselheiro/orientador.

6. Oração – Súplica pela ação de Deus deve estar presente desde os instantes embrionários da viagem, perpassando todas as etapas de desenvolvimento do programa. Além disso, serão reservados momentos específicos para preparo espiritual em oração. Desde os primeiros momentos de organização da viagem missionária, deverão ser organizadas reuniões de oração para envolvimento, comunhão, fortalecimento, etc.

7. Prestação de relatórios e reuniões de planejamento – Após a execução das visitas, os responsáveis e líderes do programa deverão prestar relatórios contendo dados e resultados. Após uma análise feita em grupo, deve ser elaborado um novo planejamento, ressaltando os pontos positivos e reformulando possíveis pontos negativos detectados.

METODOLOGIA A SER UTILIZADA

1. Conhecimento da realidade e sondagem de interesses – Ao se estabelecer o contato com o missionário do campo, será definido o “modus operandi” do trabalho, pois somente com essa informação é possível conhecer um pouco da cidade, praças públicas, possibilidade de cultos ao ar livre, distribuição de folhetos nas ruas, confecção e quantidade de folhetos e Bíblias a serem levadas para distribuição, bem como locais para teatro, música, elaboração de camisetas, bonés ou similar para identificação do grupo visitante;

2. Atuação em diferentes eventos da igreja – Para o sucesso do trabalho, deve haver interação total, possibilitando que os participantes atuem em diferentes momentos e eventos da comunidade visitada. No domingo, o trabalho deve ser de apoio à igreja, na Escola Dominical, visitação aos crentes, e participação no culto. Havendo possibilidade, poderá acontecer a participação na direção das classes da Escola Dominical, pregação no culto, participação com conjunto e grupo de louvor (necessidade de se informar acerca de quais instrumentos a comunidade dispõe, quais deverão ser levados, ao que a comunidade está e não está acostumada, como, por exemplo, cânticos mais conhecidos, etc).

3. Palestras e reuniões informativas – O grupo deve estar totalmente disposto a envolver-se com o campo missionário. A viagem não pode ser tratada como de turismo (isso não impedirá que em momento combinado e apropriado haja uma saída para conhecimento da região e outros passeios). O objetivo principal deve estar muito bem esclarecido para que o tempo não seja desperdiçado, ficando a cargo da liderança esclarecer as metas e finalidades do projeto, concomitantemente aos propósitos estabelecidos no manual do programa Pé na Estrada.

4. Ações sociais – O envolvimento também poderá se dar com o campo por meio da igreja instalada ali com a doação de bens e gêneros que a comunidade visitada necessita. As doações poderão configurar-se em alimentos, roupas, Bíblias e outras literaturas, brinquedos, instrumentos musicais, etc, que poderão ser arrecadados junto às igrejas que patrocinam os adolescentes visitantes.

5. Cursos de preparação e capacitação dos participantes do programa – A liderança deverá preparar os adolescentes e equipá-los para o evangelismo. Os viajantes precisarão ser orientados para os cultos ao ar livre, evangelização pessoal, uso de folhetos especiais, solução de dúvidas mais comuns e perguntas que surgem nestas oportunidades. A presença do grupo “forasteiro” naquela localidade deverá causar forte impacto, não somente pela alegria, “barulho”, movimento; mas, principalmente, pela mensagem de salvação deixada naquele local, como estímulo à igreja hospedeira.

6. Extensão pós-Pé na Estrada – Após retornar de alguma visitação, o ideal é que se mantenham grupos de oração e missionários em suas igrejas, sustentando o contato com o campo e missionários visitados. Este trabalho é fundamental para que os participantes do programa acompanhem as informações, progressos e lutas dos irmãos conhecidos durante as visitas. Isso certamente estimulará outras viagens para novos campos.

METAS A SEREM ATINGIDAS COM O PROGRAMA

– Pregar o evangelho em diferentes comunidades;
– Estimular o desejo missionário dos adolescentes;
– Alargar fronteiras da Igreja;
– Estreitar os laços entre as Igrejas.

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