O dízimo não é uma invenção da teologia da prosperidade

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Como sabem, entendemos no VE que o dízimo é uma porcentagem exigida ao povo judeu que não se transfere como mandamento para a igreja. Cremos que é um bom padrão para guiar aquilo que o Novo Testamento enfatiza: contribuições voluntárias. Porém, é importante entendermos que dar ou não o dízimo, defender ou não os 10%, não é o pilar sobre o qual se sustenta a fé cristã e que o erro fundamental da teologia da prosperidade é a barganha com Deus através do dízimo (e não o dízimo em si).

Assim, cremos que as palavras de Paulo em Romanos 14.4-6 podem se aplicar a esta situação também: “Quem és tu que julgas o servo alheio? […] Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.” Isso significa, que alguns de vocês devem parar de condenar de herege todo pastor que fala sobre o dízimo ou de ludibriado todo dizimista. E outros, devem parar de julgar como infiel o que oferta generosamente, mas entende que o dízimo não é para os dias de hoje. Ambos o fazem para o Senhor e lhe dão graças.

Dito isto, há irmãos amados em Cristo, como o presbítero Solano Portela, que entendem a validade do dízimo para manter a proporcionalidade no que é dado. Leia abaixo:

Introdução – Mordomo e Mordomia.

Mordomo? Quando ouvimos esta palavra, vem à mente uma figura antiquada; uma pessoa de idade vestida com um fraque, servindo refeições em um castelo; ou, muitas vezes, o culpado dos crimes cometidos em histórias policiais. A palavra mordomo, entretanto, significa simplesmente administrador. Na Bíblia, no livro de Gênesis (39.4), lemos que José recebeu a confiança do alto oficial da corte de Faraó, “de modo que o fez mordomo da sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha”. Temos outros exemplos, também na Bíblia, entre esses o do Eunuco, o alto oficial etíope, (Atos 8.27), a quem Filipe pregou o evangelho. Ele é chamado de mordomo principal da rainha da Etiópia. Veja a extensão de suas responsabilidades no próprio verso: ele “era superintendente de todos os seus tesouros”. Ser mordomo, portanto, é algo muito importante. A palavra, no original grego, significa literalmente – “aquele que coloca a lei na casa”, ou o que administra a casa de acordo com a lei.

Mordomia é o exercício dessa capacidade de administração. Essa palavra é ouvida com freqüência em igrejas, normalmente referindo-se às obrigações sobre contribuições. O seu sentido, entretanto, é muito mais amplo. Da mesma forma como Potifar colocou nas mãos de José a administração de todos os seus bens, Deus, ao criar o homem, colocou em suas mãos toda a criação para ser administrada. Isso pode ser constatado. Você pode constatar isso, lendo Gênesis 1.28 – “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Nesse sentido, somos mordomos de Deus sobre o tempo, que recebemos dele; sobre os bens que ele nos dá e sobre tudo mais que ele nos concede, em nossa vida.

Inserido, portanto, na definição de mordomia está o conceito de responsabilidade. Somos responsáveis pela utilização correta de tudo que provém de Deus e isso se inicia com o reconhecimento de sua pessoa e de que temos que glorificá-lo no todo de nossa vida (1 Coríntios 10.31). Somos bons mordomos se demonstramos responsabilidade no uso de nosso tempo, de nosso dinheiro e até nas escolhas de nossas amizades.

Esse é o estudo de mordomia, nesse sentido abrangente. Queremos focalizar nossa atenção apenas no reconhecimento de que somos mordomos; de que tudo o que temos pertence ao Senhor; e de como temos o privilégio de indicar o reconhecimento da bondade e misericórdia, através de nossas contribuições. Gostaríamos, portanto, de focalizar o aspecto tradicional do tema mordomia – o das contribuições, mas com uma abordagem um pouco diferente da tradicional.

As bases da contribuição decimal (Gênesis 14.18-20)

Registros antigos, na Palavra de Deus, que antecedem a Lei Cerimonial e Judicial do Povo Judeu, mostram que dar dez por cento das posses, ou seja, o dízimo, era uma prática religiosa abraçada pelas pessoas tementes a Deus, como forma de adoração e reconhecimento de que nossos bens procedem da boa vontade de Deus. Nesse sentido, Abraão, quando deu o dízimo ao sacerdote do Deus altíssimo – Melquizedeque (Gênesis 14.18-20), estava exatamente dando extensão à sua compreensão de mordomia, demonstrando reconhecimento a Deus pelas bênçãos recebidas nesta vida. Assim, simbolicamente, testemunhava que tudo era de Deus.

Essa foi também a compreensão de Jacó (Gn 28.20-22) quando faz um voto a Deus. Ali, lemos: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”. Dentre os muitos textos encontrados na Bíblia sobre contribuições e, mais especificamente sobre o dízimo, este entrelaça o conceito de bênçãos materiais advindas de Deus, com o reconhecimento da oferta proporcional como adoração e expressão da nossa mordomia. Jacó estava em uma jornada, comissionado por seu pai, Isaque, para encontrar uma esposa (28.1,2). Após haver sonhado (28.10-15) com a presença de Deus, no qual ele lhe promete proteção, acompanhamento e a formação de uma descendência, Jacó se atemoriza (28.16) e ergue um memorial a Deus (28.18-19).

A seguir, Jacó faz o seu voto. Deus já havia reafirmado: “eis que estou contigo” (28.15), Jacó indica (28.20,21) que, mediante as dádivas divinas da:

presença (“for comigo”),

proteção (“me guardar”),

pão (“me der pão”),

provisão (“roupa que me vista”) e

paz (“que eu volte em paz”) – ele o adoraria

declarativamente (“o Senhor será o meu Deus”),

demonstrativamente (“pedra, que erigi por coluna, será a casa de Deus”) e

dizimalmente (“certamente eu te darei o dízimo”).

Com isso, Jacó, antes da Lei Cerimonial e Judicial de Israel, dava continuidade à prática já demonstrada por Abraão, de que, em reconhecimento à segurança, que vem de Deus; ao alimento, que vem de Deus; às vestimentas, que vêm de Deus e à paz, que vem de Deus, o dízimo será dado. Esses registros antecedem a dádiva das leis específicas aos Hebreus, no Antigo Testamento. A prática, portanto, não parece estar limitada aos aspectos formais da Nação de Israel. Estava presente na humanidade, como um todo.

Assim, nem a Lei Cerimonial, nem a Judicial, da teocracia de Israel, são a base para a prática do dízimo, pois as determinações dessas leis foram cumpridas em Cristo. A defesa do dízimo utilizando prescrições específicas da Lei Mosaica carece de uma base exegética mais sólida. A base antecede as leis de Israel, entretanto, o estudo dessas leis mostra, pelo menos, um grande e importante aspecto: a seriedade com a qual Deus apresentava e tratava essa questão do dízimo. Não somente ele entrelaçou, na Lei de Israel, a prática que a antecedia, mas castigos caíram sobre a nação exatamente pela quebra dessa determinações. Esquecê-las era a mesma coisa que “roubar a Deus” (Ml. 3.7-10).

No Novo Testamento também encontramos princípios que nos levam a deduzir a continuidade da contribuição decimal. Vamos analisar pelo menos dois desses.

Contribuir Planejadamente (2 Coríntios 9.7)

O primeiro princípio neo-testamentário, é que a Bíblia ensina que deve-se contribuir planejadamente. Escrevendo aos coríntios, Paulo diz: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento (Atualizada: “necessidade”); porque Deus ama ao que dá com alegria”.

Freqüentemente este trecho é estudado apenas em seu entendimento superficial, e sendo interpretado de que ele fala simplesmente da voluntariedade da contribuição. Mas o fato, é que ele ensina que a contribuição deve ser alvo de prévia meditação e entendimento. Isso indica, com muito mais força, que ela deve ser uma contribuição planejada, não aleatória, não dependente da emoção do momento (todos esses elementos são válidos, mas não são os únicos e principais determinantes).

Deus ensina que o “mover do coração” não significa a abdicação de responsabilidades. O alerta é para que não é possível que portas abertas, colocadas à frente, sejam esquecidas. No que diz respeito à contribuição, muitos ficam esperando o “mover do espírito”. Tudo isso soa muito piedoso e espiritual, mas propor no coração, significa que deve-se considerar com seriedade que a contribuição deve ser planejada. O próprio verso 5, neste capítulo, reforça esse entendimento, indicando que a contribuição deveria ser “preparada de antemão”, ou seja deveria haver planejamento.

Como será esse planejamento? Individualizado? Dependente da cabeça de cada um? Talvez seja possível se achar excelentes formas de planejar. Mas será que será encontrada melhor forma do que a estabelecida na Bíblia: que é a dádiva do dízimo, o reconhecimento simbólico de que tudo o que temos pertence a Deus?

O dízimo representa a essência da contribuição planejada e sistemática. Conseqüentemente, será que não deveríamos propor no nosso coração dar o dízimo? Vêem como isso muda a compreensão que tantos têm do verso? Alguns dizem: “o dízimo constrange”; “com obrigação não pode haver alegria na contribuição”. Mas o ensinamento é justamente o contrário: proponha no seu coração, sistematize sua contribuição e a dádiva fluirá de você sistematicamente, sem constrangimentos, com alegria. Não procure inventar: contribua na forma ensinada pelo próprio Deus.

Contribuir Proporcionalmente (1 Coríntios 16.2-3)

Um segundo princípio neo-testamentário, é que Deus espera que a contribuição seja proporcional aos ganhos, ou seja, deve-se contribuir proporcionalmente. O trecho bíblico, também de uma carta de Paulo, relacionado acima, diz: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar”.

O ensinamento é, mais uma vez muito claro. É óbvio que Paulo espera uma contribuição sistemática, pois ele diz que ela deveria ser realizada aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os cristãos se reuniam. O trecho é muito rico em instrução, demonstrando até a propriedade de reunião e culto aos domingos, contra até alguns setores do neo-pentecostalismo contemporâneo, que insistem que deve-se continuar guardando o sábado, o sétimo dia da semana.

Mas o ponto que chama a nossa atenção, é o fato de que Paulo ensina que a contribuição deve ser conforme Deus permitir que se prospere, ou seja, conforme os ganhos de cada um. Essa é a grande forma eqüitativa apontada por Deus: as contribuições devem ser proporcionais, ou seja um percentual dos ganhos. Assim, todos contribuem igualmente, não em valor, mas em percentual.

Verificamos que é possível se inventar um percentual qualquer. Talvez isso fosse possível se nunca tivéssemos tido acesso ao restante da Bíblia, mas o percentual que o próprio Deus confirmou e registrou: dez por cento dos ganhos individuais, é por demais conhecido! Isso parece satisfatório e óbvio. Não é preciso se sair procurando por outro meio e forma de contribuição. Se isso for feito, pode-se até dizer, “eu contribuo sistematicamente com o percentual que eu escolhi”, mas nunca será possível dizer que isso é feito em paridade e justiça com as outras pessoas. Quem vai garantir que o percentual do outro é igual ao meu? Essa aleatoriedade destruiria o próprio ensinamento da proporcionalidade que Deus ensina através de Paulo. A grande pergunta que tem que ser respondida é essa: “Se Deus já estabeleceu, no passado, uma forma de porporcionalidade, por que não seguir a forma, o planejamento e a proporção determinada por Deus?”

Conclusão e Aplicação

As contribuições dizimais refletem apenas o reconhecimento de que tudo provém de Deus. Em paralelo, é preciso se estar alerta a dois pontos:

1. O exercício correto da mordomia é muito mais abrangente do que simplesmente contribuir. Envolve a responsabilidade total sobre todos os recursos que são recebidos como bênçãos de Deus nas nossas vidas.

2. A contribuição não é “ponto de barganha” com Deus. Por mais sistemática, proporcional e planejada que ela deva ser, permanece uma plataforma de adoração. Ela não tem eficácia para expiar pecados, nem para angariar “favores” de Deus. Deus condena aqueles que se esmeram no contribuir, mas se apresentam à adoração em pecado (Amós 4.4 – “… multiplicai as transgressões; e cada manhã trazei os vossos sacrifícios, e de três em três dias os vossos dízimos”).

 Por: Solano Portela. © 2005 solanoportela.net. Original: Mordomia.

O HOMEM QUE DEUS PROCURA

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Ezequiel 22.30

DWIGHT LYMAN MOODY (1837-1899) – nasceu em 5 de fevereiro de 1837, o sexto filho de nove, numa pobre família do Connecticut, EUA. Sua mãe ficou viúva com os filhos ainda pequenos, o mais velho tinha 12 e ela estava grávida de gêmeos quando o marido morreu. Sua mãe foi uma crente fiel e soube instruir seus filhos no Caminho do Senhor .

Aos vinte e quatro anos, logo após casar-se, em Chicago, Moody deixou um bom emprego para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo, sem ter promessa de receber um único centavo. Tendo trabalhado com Escolas Bíblicas e evangelização em Chicago, atuou também junto aos soldados durante a Guerra Civil.

Moody teve uma tremenda experiência numa viagem que realizou a Inglaterra. Ele visitou Spurgeon no Metropolitan Tabernacle, bem como também contactou Jorge Muller e o orfanato em Bristol. Nesta mesma viagem, o que mais impressionou Moody e o levou a buscar definitivamente uma experiência mais profunda com Cristo foram estas palavras proferidas por um grande ganhador de almas de Dublim, Henrique Varley: O mundo ainda não viu o que Deus fará com, para e pelo homem inteiramente a Ele entregue.

Moody disse consigo mesmo: “Ele não disse por um grande homem, nem por um sábio, nem por um rico, nem por um eloquente, nem por um inteligente, mas simplesmente por um homem. Eu sou um homem, e cabe ao homem mesmo resolver se deseja ou não consagrar-se assim. Estou resolvido a fazer todo o possível para ser esse homem ” .Ezequiel quando foi chamado para o ministério profético tinha trinta anos (Ez 1:1), a idade em que um sacerdote normalmente começava  a exercer o ministério (Nm 4:1-3, 23).

Ele vivia no exílio na Babilônia, onde profetizou durante 22 anos, no século 6º antes de Cristo. Ele foi contemporâneo de Jeremias, que pregava aos que tinham ficado na Palestina. Por essa época também, Daniel começava seu ministério na corte imperial.
As mensagens dos primeiros 24 capítulos foram proferidas antes da queda de Jerusalém, como uma advertência do que poderia acontecer por causa do pecado do povo, pecado que o levara ao cativeiro.

O profeta mostra que o povo, mesmo depois de tanta experiência de pecado e sofrimento, ainda não se purificara diante de Deus (v. 24a). Por esta razão, ainda não experimentara o consolo (chuva na hora da desolação — v. 24b).
Naquela época, Israel estava vivendo (governantes, sacerdotes e profetas) conformidade com as próprias leis e não segundo as leis de Deus.

Por isto, seus profetas, em lugar de cuidar das almas, devoravam-nas (v. 25) e lhes ofereciam falsas mensagens como se fossem verdades vindas de Deus (v. 28). Seus sacerdotes, em lugar de interceder pelo povo, profanavam os santos símbolos de Deus (v. 26). Seus governantes só pensavam em ficar ricos (v. 27). O povo desobediente seguia no mesmo caminho, fazendo contra seus irmãos aquilo de que também era vítima: extorquindo, roubando e praticando toda sorte de injustiça contra os pobres (v. 29).

O desejo de Deus era ver este povo convertido dos seus maus caminhos. Para isto, precisava de uma pessoa, apenas de uma pessoa, de uma pessoa disposta a reparar o muro arrebentado e ficar na passagem (brecha) intercedendo pelo povo. Deus não achou ninguém(v. 30), como vemos também no tempo de Isaías (Isaías 59.16). Por isto, sobreveio a desolação sobre o povo (v. 31).

Diante de um cenário tão decepcionante, marcado pela desobediência ao Senhor, Deus levantou o seu servo para transmitir a sua mensagem quer Israel ouvisse ou deixasse de ouvir, mensagem esta que continua falando ainda hoje, e nos desafiando a vivermos de forma diferente.

Assim, como aquele tempo Deus ainda hoje procura homens para se colocar na brecha. Mas qual o homem que Deus procura¿

1-DEUS NÃO PROCURA UM HOMEM DE GRANDE STATUS SOCIAL

Status social é o prestigio que um indivíduo tem na sociedade, através de sua posição social. O Status social depende de vários fatores, pode ser desde que a pessoa nasce, geralmente de famílias ricas, adquirido com o tempo, através de amigos e relacionamentos, ou através de sua capacidade financeira.

O texto em tela nos diz que Deus procurou um homem em Judá para colocar-se na brecha. Não diz que Deus procurou um homem de grande status social. Na época do AT algumas classes destacavam-se como: os sacerdotes, os reis os profetas.

O profeta Ezequiel não diz que Deus procurou um homem com grande destaque social, tais com: um homem rico, um sacerdote, um príncipe ou profeta, etc, mas um homem.

Meus irmãos, o homem que Deus está procurando hoje não é: um galã de novela da globo, um milionário desde mundo materialista, um super-crente, um teólogo, um político, etc.

Deus está procurando um homem de conformidade com os seus critérios, assim como ele procurou a Davi: “Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”(1 Samuel 16.7).

Como disse Wesbie: “O povo que se esquece de Deus torna-se, aos poucos, sua própria divindade e começa a desobedecer à Palavra de Deus”. Em Jerusalém, o profeta Jeremias estava acusando o povo desse mesmo pecado” (Jr 3:21).

Não é tão diferente em nossos dias, o homem tem desobedecido a Deus, e como consequência este está se tornando a seu próprio Deus, e assim achando que não precisa de Deus.

Portanto, como foi naquele tempo Deus procura homens e mulheres para se colocarem na brecha em favor da nossa nação, da nossa igreja, ou para ser um reparador de brechas de si mesmo, pois quantos não crentes estão cheios de brechas.

2- DEUS PROCURA UM HOMEM ARREPENDIDO ( Ez 18.30-32)

Naquele momento o povo de Deus, havia se deixado levar pelo pecado, os homens eram sanguinários ( Ez. 22.1-9), eram caluniadores (Ez. 22.9), corruptos( Ez. 22.10-12), os sacerdotes eram desobedientes e profanos (Ez.22.26), os príncipes eram como lobos e corruptos (Ez. 22.27), os profetas eram falsos Ez. 22.28,29.       O povo estava rendido ao pecado, não havia um homem para se colocar na brecha. Israel se tornara presa fácil, pois havia muitas brechas naquela nação que devia viver de forma diferente.

Dos versos 26 ao 29 do capítulo 22, podemos ver uma lista de coisas erradas que os sacerdotes, os príncipes do povo e o próprio povo de Deus praticavam em total profanação e descaso de Deus e de suas leis tais como: Sacerdotes violando as leis, profanando coisas santas, não fazendo diferença entre o santo e o profano, não ensinando a discernir entre o impuro e o puro, escondendo os seus olhos dos sábados.

  • Os seus príncipes estavam no meio dela sendo como lobos que arrebatam a presa, derramando sangue e destruindo vidas, adquirindo lucro desonesto.

  • Os profetas que eram para ser a boca de Deus, estavam fazendo para eles reboco com argamassa fraca. Os profetas tendo visões falsas, adivinhando-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado.

  • O povo da terra usando de opressão, roubando e fazendo violência ao pobre, oprimia injustamente ao necessitado e ao estrangeiro.

“Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só”Ez 22.30. Para Judá apenas poderia haver esperança através de um verdadeiro arrependimento, como nos ensina o Senhor (I Sm. 7.3,4; 2 Cr 7.13,14 e Ez. 18.1ss).

Israel precisava se arrepender dos seus pecados, como o profeta Isaías ao ter uma visão da glória de Deus, ele pediu perdão (Is 6.1ss). Como Davi ao confessar os seus pecados, ao pecar contra Bete- Seba (Sl 51). Judá precisava se arrepender e deixar sua abominações Ez 20.1ss, mas não deram ouvidos a voz do Senhor.

João Batista pregou o “arrependimento” Mt 3.2  ARREPENDEI-VOS… Jesus pregou dizendo “arrependei-vos” Mt. 4.17, Mc 1.15. Pedro pregou o arrependimento At.2.38. O arrependimento deve ser uma constante, na vida do homem, pois este é pecador.

Só o homem que reconhece os seus pecados e se arrepende, e pede perdão, pode se colocar na brecha, e servir verdadeiramente a Deus, pois todos são pecadores e necessitam da graça de Deus e da misericórdia. Sem uma genuína conversão o homem não pode se colocar na brecha em favor deste povo.

3- DEUS PROCURA UM HOMEM OBEDIENTE ( Ez 2.1-7; 5.5-7)

     O terceiro elemento é obedecer (Ez 3:79). Deus não enviara o profeta (mensageiros) para seu povo a fim de entretê-los ou de dar-lhes bons conselhos. Ele espera que obedeçamos àquilo que ordena. Infelizmente, os judeus tinham um histórico triste de desobediência à lei do Senhor e de rebelião contra a vontade de Deus. Foi o que fizeram durante quarenta anos no deserto (Dt 9:7) bem como ao longo de mais de oitocentos anos em sua própria terra (2 Cr 36:11-21). Nenhuma outra nação foi abençoada por Deus como Israel, pois os israelitas possuíam a santa lei do Senhor, as alianças, uma terra rica, o templo e os profetas para lhes dar advertências e promessas sempre que precisavam delas (Rm 9:1-5).

Deus garantiu a seu profeta que ele lhe daria tudo o que fosse necessário para resistir à oposição e desobediência do povo. Em Ezequiel 3:8, encontramos um jogo de palavras que significa “Deus é forte” ou “Deus fortalece”. Também significa “Deus endurece”. Se o povo endurecesse o coração e a fronte, Deus endureceria seu servo e o manteria fiel a sua missão. Ele fez uma promessa semelhante a Jeremias (Jr 1:1 7).

Quando Deus restaurou Israel da mão dos Egípcios “Então lhes disse: cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor vosso Deus(Ez. 20.7). Deus chamou Israel para ser um povo obediente Deut. 6.1-25; 10.12-11.1-32. O segredo da existência de Israel estava em sua obediência a Deus Deut. 28.1-68; 30.15-20. Mas os filhos de Israel rebelaram-se contra o Senhor e não obedeceram aos seus mandamentos (Ez.20.7-8).

Israel precisava olhar para o exemplo do patriarca Abraão, que ao ouvir o chamado divino não duvidou, mas se dispôs a obedecer Gn.12.1-4, e saiu de sua terra do meio da sua parentela. Quando Deus o pôs a prova Abraão obedeceu Gn 22.1-22 porque estava pronto para oferecer o filho em Sacrifício Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. “Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”.

Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos; e, figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos Hb. 11.17-19.

Samuel nos ensina que o obedecer é melhor do que sacrificar  Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15.22).

Não basta ter boa intenção, é preciso ser obediente, assim como os discípulos de Jesus foram homens obedientes, depois que receberam o Espírito Santo, diante dos desafios, das lutas que enfrentaram, falaram …ANTES, IMPORTA OBEDECER A DEUS DO QUE AOS HOMENS (At. 5.29).

Como o povo de Israel, muitas pessoas hoje ouvem a Palavra, mas não procuram entendê-la ou, se entendem, recusam-se a lhe obedecer.

Meus irmãos, Deus está procurando homens que estejam dispostos a obedecer a sua Palavra, como Daniel que decidiu não se contaminar com as iguarias de Nabucodonosor:  “Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles”(Dn 1.8) e a ser jogado na cova dos leões(Dn 6.1-28), isto é, estava pronto a morrer não a pecar, assim como também os seus amigos que estavam prontos a morrer não a pecar: “Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: “Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer”Dn 3.16-18.

Meus irmãos, obediência é o que Deus quer dos seus filhos que foram chamados, justificados, adotados e santificados por Cristo que morreu para nos redimir na cruz do calvário.

Esse é o nosso desafio como igreja do Senhor hoje, assim como fora o desafio dos nossos irmãos no passado. Pois, vivemos em um mundo depravado, onde somos tentados a desobedecermos, mas nós precisamos seguir o exemplo de Noé, que não se conformou com a sua geração Gn. 6.1-9 mas andou com Deus.

Nesse mundo, que se parece com a Babilônia, nós precisamos de homens que estejam prontos a morrer, não a pecar, como Daniel e seus amigos.

Nesse mundo onde muitos vivem a procura de reconhecimento dos homens, nós precisamos responder como os discípulos de Jesus, mas antes importa obedecer a Deus e não aos homens.

Portanto, se queremos ser verdadeiros homens de Deus hoje, precisamos ser obedientes a Ele, não podemos nos conformar com o mundo, como nos ensina o apóstolo Paulo: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

O que o povo realmente precisava era uma reconstrução espiritual total! Quando damos a aparência de amar a Deus sem viver conforme a seus caminhos, estamos cobrindo quão pecados à larga poderão danificar nossas vidas e não poderão ser reparadas. Não utilize a religião como a cal, arrume sua vida ao viver os princípios da Palavra de Deus. Logo poderá unir-se a outros que estão na “brecha” e fará para Deus uma diferença no mundo

3- DEUS PROCURA UM HOMEM DE ORAÇÃO (INTECESSOR) (Ez 22.30; Dn 6.10 At 2.42)

Ao olharmos para aquele povo, podemos ver que era um povo decepcionante (vv. 30, 31). Deus procurou no meio de seu povo uma pessoa em que se colocasse na brecha e que não permitisse que o inimigo penetrasse os muros e invadisse a cidade, mas não encontrou ninguém. É claro que o profeta Jeremias estava em Jerusalém, mas era um homem sem qualquer autoridade, que havia sido rejeitado pelos políticos, sacerdotes e falsos profetas e pelo povo. O próprio Jeremias percorrera a cidade à procura de um homem piedoso (Jr 5:1-6), mas sua busca havia sido em vão. O profeta Isaías também não teve sucesso nessa empreitada (ls 51:18; 59:16). O Senhor prometeu poupar Sodoma e Gomorra se encontrasse dez homens justos na cidade (Gn 18:23- 33), e teria poupado Jerusalém por um único justo. O Senhor continua procurando homens e mulheres que defendam a lei moral de Deus, que se coloquem na brecha do muro e confrontem o inimigo com a ajuda de Deus.

Ao ler sobre a história, encontramos homens e mulheres justos que tiveram a coragem de resistir aos males comuns de sua época e ousaram mostrar as rachaduras nos muros e consertá-las. O Senhor está buscando intercessores (Is 59:1-4, 16) que clamem a ele por misericórdia e pela volta da santidade. Sem dúvida, o Senhor deve sentir-se decepcionado por seu povo ter tempo para tudo, menos para a oração intercessora.

 Quando Israel estava caminhando para a terra prometida e desobedecera ao Senhor, Moisés se colocou na brecha em favor de Israel como nos ensina o salmista “Por isso, ele ameaçou destruí-los; mas Moisés, seu escolhido, intercedeu diante dele, para evitar que a sua ira os destruísse”(Salmo 106.23).

A mensagem de Ezequiel foi para os líderes e para o povo em geral. Ele buscava uma pessoa entre os líderes e entre o povo. Deus está chamando servos interessados em consertar os muros derrubados da igreja e em se colocar na brecha. Estar na brecha é procurar a orientação de Deus, a favor do povo e contra o inimigo que está entre nós. Deus não tolera o pecado e iniquidade entre nós. Por isto, exige arrependimento e purificação. Deus nos quer na brecha do muro para interceder pelo povo, como na belíssima experiência de Neemias (Neemias 4.9).

Meus irmãos nosso empenho deve ser feito com oração.O conserto dos muros é uma obra de nossas mãos e uma obra das mãos de Deus. Ação e oração são faces de um mesmo relacionamento. Oração sem ação é preguiça; ação sem oração é pretensão.
O profeta diz que Deus procura pessoas que estejam em pé para interceder pelo povo. Estar em pé sugere o oposto de descanso. Há muita gente que quer ficar sentada diante de Deus. Ele quer pessoas que se disponham a ficar em pé. Nada, portanto, de descanso (Is 62.6-7).Estar em pé sugere também persistência. Não há outro modo de se fazer a obra de Deus.

Portanto, pare e pense! Estar na brecha é estar diante de Deus.
A vida cristã é uma jornada que se faz com os olhos fitos em Deus. Neste sentido, não tem a ver com religião institucional. É algo interior. É uma disposição de vida. Deus não é apenas o futuro para onde se caminha. É o presente que nos leva para o futuro.
Estar na brecha é estar na companhia de Deus; anelar por ela; ter prazer nela. Quem ora tem comunhão Deus, tem prazer em está em sua presença. Orar é ter prazer em Deus. Quem não ora, tem prazer em outras coisas.

Se, é verdade que o pecado nos para longe da oração, também é verdade que a oração nos mantém longe do pecado. Temos pensado muito em oração como orações, isto é, como palavras, e pouco em oração como convívio com Deus. Quando Paulo nos pede para orar sem cessar (1Tesalonicenses 5.17), não pode estar pedindo oração-palavra, mas oração-vida. Quando vivemos na presença de Deus, buscamos depender dele (que não é fácil, embora o seja no discurso). Oração, portanto, é desejo. Quando, no entanto, estamos diante dele, precisamos orar por um assunto e entregar o assunto a ele. Esta entrega significa a entrega de nós mesmos também.

Às vezes temos dificuldade em obter a bênção de Deus, não porque Deus queira reter sua bênção, mas porque não estamos preparados para recebê-la. Nosso preparo não é técnico (porque a técnica tem a ver com palavras e um, certo  tipo de magia), mas espiritual. Nosso preparo é tão somente confessar os nossos pecados, humilharmo-nos perante ele, arrependermo-nos obedecermos e orar. São estas as únicas condições que Deus nos impõe.

A missão de estar na brecha se cumpria na intercessão pela terra.
Conta-se que uma mulher procurou um pastor e falou de sua preocupação porque seu marido não era crente.
A mulher pediu então que o pastor orasse por seu marido. Ao que o líder respondeu:
— Eu me comprometo a orar uma hora por dia por seu marido, se a senhora também se dispuser a orar  uma hora por dia por ele.
A mulher respondeu que isto não era possível e saiu do gabinete do pastor, para nunca mais voltar.
A intercessão tem um preço. Ela custou a Jesus sua própria vida. Ela nos custa a vida. O caminho da cruz tem três estágios: salvação, santificação e intercessão. Através da intercessão nos movemos em direção aos outros. Por ela nos tornamos canais pelos quais Deus abençoa o mundo. Por isto, só o crente maduro é capaz de interceder…

A necessidade de um intercessor, hoje assim como nos ensina as escrituras: “Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra.” (Isaías 62:6)

“Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a Salvação, e a sua própria justiça o susteve.” (Isaías 59:16)

“Olhei, e não havia quem me ajudasse, e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que meu próprio braço me trouxe a salvação…” (Isaías 63:5).

“Já não há ninguém que invoque o teu nome, que se desperte, e te detenha…” (Isaías 64:7).

A intercessão de um homem só, pode afetar uma nação! Olhe para o exemplo do pai do presbiterianismo John Knox que orava clamando “Senhor dá-me a Escócia se não eu morro”, e Deus ouviu as suas orações.

“E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho lhes recaísse sobre a cabeça, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 22:30-31)

“No princípio de tuas súplicas, a resposta foi dada, e eu vim para declará-la para ti; porque es muito estimado…” (Daniel 9:23)

“… Porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim.” (Daniel 10:12).

             Portanto, está na brecha, não significa só olhar para o povo de Israel no passado e julgá-los, pois como é fácil para nós hoje em dia julgar o povo de Deus da antiguidade, mas e quanto ao povo de Deus da atualidade? Os pecados sexuais nas igrejas e nos lares que se dizem cristãos destruíram igrejas e famílias e, em nossos dias, muitas igrejas fazem vista grossa a essas transgressões.

A pornografia – impressa, em vídeo ou na Internet – é comum hoje em dia e está se tornando cada vez mais ousada na televisão. Casos de pessoas solteiras morando juntas, num “período de experiência” antes de casar; “casamentos gays” e até “troca de parceiros” têm aparecido nas igrejas, e quando pastores fiéis tentam tratar desses pecados, acabam ouvindo que não devem se intrometer nos assuntos particulares delas.

Os transgressores simplesmente saem de uma igreja e começam a frequentar outra, onde podem viver como bem entendem. Como disse Ruth Bell Graham: “Se Deus não julgar a América, terá de pedir perdão a Sodoma e Gomorra”. Não só estes pecados, mas há corrupção, culto a personalidade, falsos profetas, falsos crentes, pastores profanando a obra do Senhor, etc.

Estar na brecha é ser um guarda dos muros, dos próprios muros e dos muros da igreja. No Antigo Testamento, as cidades eram cercadas por muros. Sobre eles, nas esquinas e pontos estratégicos de visão, ficavam os guardas, os primeiros encarregados da sua proteção. Eles ficavam de prontidão durante três horas. Depois, descansavam durante três horas e voltavam ao trabalho, num revezamento que durava o dia inteiro. Era um trabalho necessário, mas duro. Exige disciplina e treinamento, vigilância e paciência. A igreja precisa de pessoas com esta disposição.

Estar na brecha é estar diante de Deus. A vida cristã é uma jornada que se faz com os olhos fitos em Deus. Neste sentido, não tem a ver com religião institucional. É algo interior. É uma disposição de vida. Deus não é apenas o futuro para onde se caminha. É o presente que nos leva para o futuro.

Estar na brecha é viver com Deus, como Enoque. Não se trata de algum tipo de misticismo vago, de uma espécie de união entre nosso espírito e o de Deus. Trata-se, antes, de nos deixarmos orientar por ele na vida toda, e não apenas naquelas coisas que a gente imagina que Deus esteja interessado.

Estar na brecha, é apresentar a Deus os nossos desejos, confessar os nossos pecados, humilharmo-nos perante ele, arrependermo-nos e orar. São estas as únicas condições que Deus nos impõe.

Meu querido irmão, não fale eu sou tão pequeno para me colocar na brecha, se você já confessou e se arrependeu dos seus pecados, Deus te chama para viver uma nova vida. Uma vida de obediência e intercessão para honra e glória dele.

Autor: Eli Vieira

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O QUE FAZER EM TEMPOS DE CRISE?

Joel 1:1-2:21

As crises não significam que Deus nos abandonou, mas que ele está preparando algo maior e melhor para aqueles que nele confiam. Quando olhamos para as Escrituras, podemos ver que Deus levantou o profeta Joel para transmitir a sua Palavra ao povo de Israel em um momento de crise, causada principalmente pela seca, pela economia e principalmente por falta de obediência a sua palavra. Entretanto, a crise não era só econômica, mas também política e espiritual. Ao fixarmos os nossos olhos naquele momento em que o servo de Deus pregou, devemos perguntar: o que nos ensina a mensagem do profeta Joel? A mensagem da seca nos ensina enfrentar as crises ainda hoje. Como devemos enfrentar as crises:

1-NA CRISE DEVEMOS CLAMAR A DEUS ( Joel 1.14,19. O profeta foi levantado por Deus para transmitir a sua mensagem em um momento marcado pela crise causada principalmente pela seca. A situação da terra é descrita no capítulo 1 e pode ser resumida no versículo 10 e o versículo 14b, onde podemos ver: Devastação do campo; cessação do serviço religioso, crise espiritual, tristeza e desolação. Este era o cenário que traduzia a lamentável situação da terra. Além do mais a carestia, seca e praga. Diante deste quadro triste e desolador em que a nação se encontrava, muitas pessoas murmuravam, choravam, etc. Diante deste cenário triste, o profeta conclama o povo a clamar ao Senhor e promulgar um santo Jejum Jl 1:14. O profeta Joel nos ensina, que a lamentável situação deve nos motivar a clamar a Deus. Não basta reclamar, chorar, etc. Devemos clamar aquele que é poderoso para intervir e mudar o quadro ou reverter a situação. Esse deve ser o Projeto do povo de Deus. Portanto, meu irmão isto deve ser o projeto da Igreja na atualidade em que estamos vivendo em nossa região, diante da grande seca que nos desafia na atualidade castigando o nosso Nordeste. Deve ser o seu projeto em momentos de crises.

2- NA CRISE DEVEMOS CONFIAR NAS MISERICÓRDIAS DE DEUS (Joel 2.12-19). O povo de Israel estava vivendo um momento de tristeza e dor, porque havia se afastado da Palavra de Deus e do Deus da Palavra e como consequência deixaram se levar pelo pecado. Então, agora o povo estava sendo disciplinado ou exortado pela seca permitida por Deus, para falar que Israel precisava se arrepender, olhar para as misericórdias do Senhor, que é soberano e controla todas as coisas. Que não se limita as concepções humanas. Naquele momento, o profeta prega que Israel precisava voltar-se para Deus. Isto é, precisava olhar para as misericórdias de Deus, se humilhar e pedir perdão de todo coração, certo que Deus é misericordioso. Hoje, quando nós paramos para olhar o Nordeste, o Brasil, podemos ver a idolatria, a injustiça social, corrupção, feitiçaria, violência, prostituição infantil, o sincretismo religioso, isto é, a depravação total. Nós não temos humanamente falando solução para a nossa nação. A solução para nossa situação está em nos arrependermos dos nossos pecados, confiarmos nas misericórdias de Deus e assim seremos restaurados. É o que o homem precisa fazer em meio a depravação da nossa atualidade. O homem (nordeste,) precisa se arrepender e voltar-se para Deus. Voltar-se para Deus na certeza de que o Senhor é misericordioso e rico em perdoar, porque Deus tem bênçãos incomparáveis para aqueles que o buscam de todo coração.

3-NA CRISE DEVEMOS NOS FIRMAR NAS PROMESSAS DE DEUS (Joel 2.18-32). Em Joel 2:18 o Senhor se mostra zeloso de sua terra, compadecendo-se de seu povo e Promete Bênçãos Grandiosas. Podemos classificar estas bênçãos como sendo de ordem: material, espiritual e eterna. Deus promete ao povo normalidade na produção, dizendo:”… eis que vos envio o cereal e o vinho, e o óleo… os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, etc. 2:19,22-26. Deus promete proteção 2:20,21,27; Estabilidade climática 2:23; fartura e alegria 2:24,26 e o derramamento do Espírito Santo 2:22-32. Diante de tais promessas, o profeta Joel desafia o povo de Israel a renovar suas esperanças. Diante de tais promessas nós também somos desafiados a nos enchermos de esperanças, e não ficarmos desanimados, murmurando, etc. Meus irmãos como alguém disse: ” O que o oxigênio significa para os pulmões, a esperança para o sentido da vida”. Na atualidade diante da crise, há muita gente ansiosa, desesperada, buscando um sentido para a vida nos prazeres carnais, nas drogas, nas religiões, etc. sem, contudo, encontrar uma saída, porque estão pondo suas esperanças onde não há esperança. Portanto, devemos confiar nas promessas de Deus e no Deus das promessas na certeza de que Ele pode mudar a nossa situação e vai mudar se nos voltarmos para Ele como Ele nos ensina em Sua Palavra “SE EU CERRAR OS CÉUS DE MODO QUE NÃO HAJA CHUVA, OU SE ORDENAR AOS GAFANHOSTOS QUE CONSUMAM A TERRA, OU SE ENVIAR A PESTE ENTRE O MEU POVO; SE O MEU POVO , QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR, E ORAR, E ME BUSCAR, E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO, EU OUVIREI DOS CÉUS, PERDOAREI OS SEUS PECADOS E SARAREI A SUA TERRA”.(2 Cônicas 7.13,14).Desperta Nordeste! DESPERTA BRASIL! É tempo de confiarmos nas promessas de Deus e nos voltarmos para Ele. Portanto, não sei qual é o teu problema, mas eu sei que o nosso Deus não mudou, ele é imutável. Por isso podemos confiar nas suas promessas e nos encher de esperanças e ouvir o que o profeta Jeremias nos diz em Lamentações 3:21 ” Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”. O que você está trazendo a memória neste momento de seca (crises)? Pare e pense? Olhe para Deus, independente das circunstâncias. Clame ao Senhor; confie nas suas misericórdias e firme a sua vida nas promessas de Deus na certeza de que há esperança para nós, para você, pois com Ele nós somos mais do que vencedores.

Autor Pr. Eli Vieira

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COMO VIVER EM COMUNHÃO COM DEUS?

Gn 35.1-15

O grande filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard certa vez disse: “quem vive na presença de Deus, tem um senso íntimo de comunhão com ele, e qualquer coisa de errado perturba essa comunhão”. Para Charles Fuller “comunhão com Deus, significa uma ininterrupta luta contra o mundo”.

Jacó tinha permanecido por alguns anos em Siquém, talvez por causa das vantagens econômicas. Mas ele precisou ter uma profunda experiência com Deus para fazê-lo voltar a sua terra, Hebrom (Gn. 37.1). Voltaria para casa, mas antes faria uma parada em Betel, onde edificaria outro altar e receberia as instruções divinas. Quase trinta anos antes, Jacó tinha feito um voto e uma promessa em Betel (Gn 28.20,21). Agora ele deveria renovar seus votos e propósitos espirituais. Ele tinha completado as suas peregrinações pelo estrangeiro e agora era instruído a voltar para casa.

Dois temas percorrem o capítulo trinta e cinco de Gênesis: termino e correção. Temos aqui uma história de termino, porque Jacó estava de volta a terra prometida com sua família e com toda a sua riqueza; e a vitória tinha sido ganha, o alvo tinha sido atingido, e a promessa divina tinha se cumprido. Mas também temos uma história de correção, porquanto os seus familiares não serviam totalmente a Deus. Ídolos precisavam ser enterrados, e Rubén disciplinado, etc. Para que eles vivessem uma nova história. Esse novo momento teria que ser em comunhão com Deus. Mas, como  viver em comunhão com Deus¿ No texto de Gn 35.1-15 podemos tirar algumas lições para vivermos uma verdadeira vida de comunhão com Deus. Viver em comunhão com Deus:

1-Implica em abandonar todos os ídolos (pecado) Gn 35.2,4 – O texto nos diz que até aquele momento havia ídolos entre os seus familiares. Jacó exigiu a eliminação de todos os deuses, incluindo os ídolos, os terafins de Raquel (Gn 31.19) e as argolas que eram amuletos associados com o culto pagão. Era preciso abandar tudo aquilo que impedia uma vida de comunhão com Deus.

Quando Deus nos chama, e verdadeiramente mudamos, isto nos arrependemos precisamos renunciar qualquer coisa que tenta impedir ou atrapalhar a nossa comunhão com Deus. A exigência primária da aliança e a lealdade exclusiva a Deus ( Ex. 20.3-5). Lealdade esta exigida por Josué aos filho de Israel ao falar com eles dizendo: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor”(Js 24.14).

Para viver em comunhão com Deus nós precisamos abandonar tudo aquilo que tenta roubar a nossa verdadeira intimidade com ele, sejam os ídolos externos construídos pelas mãos do homem ou internos, os ídolos do coração. Você tem algo que precisa ser abandonado¿ Faça isso agora, não deixe para amanhã. Não permita que nada na sua vida tome o lugar de Deus.

2- Implica em mudança de vida (Gn 35.10) – O texto de em tela enfatiza a mudança do nome de Jacó para Israel. O novo nome de Jacó. Os antigos, com frequência mudavam de nome, quando havia alguma profunda mudança na vida ou quando esperavam que houvesse tal mudança. “De vez em quando, vemos Deus mudando o nome de alguém, simbolizando um novo status ou uma nova identidade – caso de Abraão, Sara e Jacó. Às vezes, o próprio portador do nome muda sua alcunha, representando uma nova situação. Noemi (“doce”) resolve chamar-se de Mara (“amarga”) após a morte de sua família (Rt 1.20), mas termina a história com um “nome afamado” (4.14). Aliás, note como a ideia do nome move todo o livro de Rute. Quando alguém na época do Antigo Testamento ou do mundo antigo dava um nome a outra pessoa ou coisa, significava que ela possuia essa pessoa ou coisa. Ou saber o nome de alguém, especialmente o nome de Deus, frequentemente significava entrar em um relacionamento íntimo com essa pessoa ou poder (G.K. Beale)”. No caso de Jacó para Israel foi uma mudança profunda. O fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel, agora era um príncipe de Deus o grande patriarca através do qual o messias viria ao mundo por intermédio dele, a fim de abençoar todas as nações, e todos aqueles que creem em Cristo também são mais do que vencedores (Rm. 8.37).

O homem transformado por Deus através da ação do Espírito Santo, recebe um novo nome para viver de forma diferente do mundo, com diz o profeta Isaías  “a seus servos chamará por outro nome” (65.15). Em apocalipse nós aprendemos que vamos receber um novo nome “Ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus e dele nunca sairá, e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (3.12). Mais adiante, em 14.1, aprendemos que os crentes terão o nome do Pai em suas testas, o que lembra que os sacerdotes usavam uma lâmina de ouro com os dizeres “santidade ao Senhor” (Êx 28.36-38). Novamente, Beale explica:

Parte do significado dos cristãos terem o nome de Deus e de Cristo em suas frontes é que eles compartilham da presença, da semelhança e do caráter de Deus e de seu Messias, como consequência de consagrar-se a eles”.

O que isso tudo significa? uma nova condição, uma nova identidade – como Abraão, Jacó e Noemi tiveram – pela bondade de Yahweh. Jesus ensina ao mesmo tempo que temos um novo nome e que Deus escreveu em nós seu Nome. E como termina o livro de Apocalipse? Com um casamento. Nós somos a noiva e receberemos o nome do Noivo. Os dois agora são um”.(Reforma21)¹.Mas o que isso nos ensina, a nossa condição, a nossa nova identidade em Cristo, não somente no povir, mas somos chamados para vivermos como servos de Deus hoje vivendo uma verdadeira comunhão com ele hoje.

3- Implica em confiar em Deus (Gn 35.11,12)

O Deus todo-poderoso falou com Jacó, ele confiou na certeza de que o Senhor cumpre as suas promessas, a sua palavra. Ele teve fé, pois precisava confiar em Deus em suas peregrinações em meios aos desafios da sua vida assim como o seus pais Abraão e Isaque confiara em suas promessas Gn 15.18. Quando olhamos para Gn 28.3 a expressão “uma multidão de povos”, ali a declaração faz parte da bênção dada a Jacó por Isaque. Além disso reis descenderiam de Jacó como Saul, Davi, Salomão, etc (Gn 17.6), culminando no rei-messias descendente de Judá através de Lia. Nesse ponto seria atingida a dimensão espiritual do pacto de tal modo que aquilo que era bênção material torna-se-ia em bênção incluindo a salvação da alma.

Em Gn 28.10 Jacó teve uma visão de Deus, uma experiência pessoal com Deus. Em Gn 32.22 lutou e foi transformado por Deus e em Gn 35.14 Jacó levantou um altar ao Senhor no lugar onde Deus falara com ele. Jacó demonstrou sua confiança em Deus a ouvir e obedecer a sua palavra. Ele teve fé no Senhor e se entregou aos seus cuidados.

Hoje nós precisamos confiar em Deus sem reservas, como nos ensina o salmista “entrega o teu caminho ao Senhor” Sl 37.5. Como nós temos dificuldade de entregar o que temos o que somos nas mãos de Deus. Meu irmão para viver em comunhão com ele você precisa confiar nele, pois quando confiamos em Deus, temos sede da Palavra, buscamos ter uma vida de oração e vivemos pela fé.

Certo jovem queria aprender a ter uma vida de comunhão com Deus: “Um jovem cristão subiu a montanha que ficava de frente ao mar, onde no topo morava um grande mestre cristão, conhecido por ter uma vida de grande comunhão e proximidade com Deus.

Perguntou o jovem:  – Mestre, o que eu faço para ter uma vida de profunda comunhão com Deus? Qual o segredo?

O sábio mestre, sem responder palavra alguma, se levantou, foi até à porta e sinalizou ao jovem que lhe acompanhasse por um caminho.

 Desceram a montanha em um silêncio ensurdecedor, pois o jovem estava inquieto para saber a resposta sobre o segredo para se chegar mais perto de Deus.

Chegando à praia o mestre continuou caminhando em direção à água. A água batia nos pés, depois nas canelas, nos joelhos e o mestre continuava a ir cada vez mais para o fundo.

O jovem cristão hesitou, mas o mestre insistiu que ele lhe acompanhasse. A água já estava na altura da cintura quando, de repente, o mestre derruba o jovem e segura sua cabeça debaixo d’água, sem dar-lhe qualquer chance de se levantar.

O jovem se debate, tenta escapar dos braços do mestre, se esperneia, bebe água do mar — mas o mestre o segura com a maior firmeza possível.

Quando o jovem cristão já estava quase morrendo afogado, o mestre lhe solta. O rapaz se levanta com violência, finalmente respira engasgado, cospe água salgada e não consegue esconder a raiva que estava sentindo:

– Você está louco?! Você quer me matar?!

O velho e sábio mestre cristão responde:

– Eis o segredo da comunhão com Deus que você está buscando! Está diante de você!

– Qual é esse segredo?

– O dia em que você buscar a Deus como você buscava o ar para respirar enquanto estava com a cabeça debaixo d’água e quando te soltei, você O encontrarᔲ.

Portanto, meu irmão, Deus te chamou para você viver em comunhão com ele. O diabo não quer que você e eu vivamos esta vida de intimidade com o Senhor. Se há algum ídolo ou pecado no seu coração jogue para fora hoje mesmo, viva a sua nova vida em Cristo firmado nas promessas de Deus para honra e glória dEle, na certeza de que com o Senhor nós somos mais do que vencedores. Precisamos ansiar mais e mais pela presença de Deus.

 Referências Bibliógraficas

1-Ribeiro Jr., Josaias. O que significa receber um “novo nome”?, 2011. Disponível em http://reforma21.org/artigos/o-que-significa-receber-um-novo-nome.html.  acesso em 07.09.2017

             

2- Sanchez, André . Ilustrações Cristãs – Como ter uma vida de profunda comunhão com Deus? Disponível em https://www.esbocandoideias.com/2013/07/ilustracoes-cristas-como-ter-uma-vida-de-profunda-comunhao-com-deus.html acesso em 07.08.2017

Sobre o autor: Pastor Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife e atualmente é pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia Garanhuns-PE

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DEUS NÃO MUDOU

Malaquias 3.6

Nós vivemos em mundo, onde podemos contemplar grandes transformações acontecendo, sejam elas políticas, geográficas ou econômicas, como por exemplo a cidade de Abu Dhabi que alguns atrás era pobre e sem expectativa, mas “quando o petróleo começou a fluir, a cidade de Abu Dhabi tinha apenas 46.000 habitantes, quatro doutores e cinco escolas. Os ricos tinham casa de barro; as famílias mais pobres construíam suas casas com bambu. Passados 50 anos, em 1958, os exploradores britânicos descobriram que ali se encontrava a quinta reserva de petróleo do mundo, e 90% desta estava, precisamente, abaixo de Abu Dhabi.

Hoje esta cidade, capital dos Emirados Árabes Unidos, conta com a décima parte de todo o petróleo na terra, mais de $1 trilhão de USD investidos no exterior, e uma cidade que cresce de uma maneira inimaginável, gerando alianças e projetos urbanos de grandes proporções com as grandes potências mundiais¹, e hoje é considerada uma das cidades mais rica do mundo.

Deus levantou o profeta Malaquias para transmitir a sua mensagem a um povo que havia que estava em mudança. Ele transmitiu sua mensagem a um povo desanimado, desiludido e cheio de dúvidas, não obstante tudo o que Deus tinha realizado exílio. Judá tinha se distanciando do Senhor, duvidando da sua palavra, do seu poder e da aliança, como consequência estava enfrentando seca, pobreza, etc., assim não podia servir a Deus.

A mensagem do profeta Malaquias nos ensina a confiar no Deus da aliança, pois ele é imutável. Malaquias nos ensina que Deus não muda. Deus é Imutável em:

1-Em sua palavra (Ml 3.7; 4.4; 24.35) – Israel havia deixado a lei e os estatutos do Senhor (Ml 3.7), os sacerdotes não estavam obedecendo o que a palavra ensinava (Ml. 1.6-2.9), por isso tornaram-se desprezíveis. O povo havia se afastado da lei de Deus, sendo desleais, infiéis no tocante aos relacionamentos conjugais, sociais, comerciais, aos dízimos e ofertas, porque não estavam observando os estatutos do Senhor (Ml 3.7). Por desobediência a Palavra de Deus, a nação estava desanimada, sem expectativa, sofrendo. Judá precisava voltar-se para as promessas de Deus expressas na lei para viver abundantemente.

O povo de Deus, não podia abandonar a Palavra, ela não muda como nos ensina o profeta Isaías “mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”(Is 4.8). Porque “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? (Nm 23.19). Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão”( Mt 24.35).

Meu irmão, nós precisamos da Palavra de Deus, porque nela nós encontramos todo o conselho de Deus para vivermos para honra e glória dele neste mundo, assim precisamos proclamar somente as Escrituras.

2-Em seu poder (Ml 1.6,8,9,10,11.13;2.2,4,7,8; 3.7)-
 O título Jeová Tsebahoth (o Senhor dos Exércitos) aparece dezessete vezes em Malaquias. “Este título aparece em diversos contextos do Velho Testamento, mas somente duas vezes no Novo Testamento. Um estudo cuidadoso das passagens onde esta descrição é usada revela os recursos impressionantes de poder e força que estão sob o controle de Jeová, o Senhor dos Exércitos. Isto fica evidente desde a primeira menção deste título divino, e continua até a sua última menção”².

Malaquias ao mencionar este título, assegura ao Seu povo do poder que pertence a Deus. Israel precisava confiar no Senhor dos Exércitos para viver de maneira diferente, para adorar verdadeiramente e ter uma vida abençoado, pois tudo o que eles tinham era do Senhor. Nesta certeza, podia ofertar e dizimar sem duvidar das promessas presentes na lei, pois ela nos ensina que Deus é poderoso e nos abençoa e nada é impossível para ele ( Jr 32.17; Jó 42.2; Mt 19.26; Lc 18.27).

Oh! Como nós precisamos confiar em Deus em nossos dias para vencermos as desilusões, desânimos e duvidas que surgem diante de nós todos os dias. Oh! Para vencermos as barreiras na nossa caminhado, quando muitos dizem: “você não vai conseguir”, “não tente, fulano não conseguiu”, etc. Não se deixe abater, desanimar ou até mesmo duvidar do poder de Deus. Creia no seu poder providencial, dependa dele em todos os momentos.

Meu irmão, Deus não mudou, como como disse A. W. Tozer “Deus o Senhor pode fazer qualquer coisa difícil com a mesma facilidade com que realiza as coisas mais simples, porque tem em suas mãos todo o poder do universo”. Ele domina “sobre tudo, na sua mão a força e poder” 1 Cr 29.12. Portanto, meu querido é o Senhor dos Exércitos que diz: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Is 41.10).

3-Em sua aliança (1.2-5; 2.4-9; 2.10; 2.14; 3.1) 
– Na mensagem do profeta Malaquias, um dos temas proeminente é a aliança. Há algumas referências sobre a aliança: a aliança com Levi (2.4-9), a aliança dos pais (2.10), a aliança do casamento (2.14), o mensageiro da aliança, além dessas alianças citadas, o livro inicia com a aliança do amor de Deus (Ml 1.2-5).

Na época do profeta, os sacerdotes foram infiéis, juntamente com o povo profanaram a aliança do Senhor (2.10), ao serem desleais uns para com os outros, no casamento (2.11,14), nos seus relacionamentos sociais e econômicos (3.5). Israel precisava se arrepender dos seus pecados, para não ficar sob a maldição prevista na divina aliança (3.9; Lv. 26.14-46 e Dt 28.15-68). Firmados na aliança, Judá não podia duvidar do amor divino, mas se arrepender confiado nas misericórdias do Senhor que se renovam a cada manhã (Lm 3.22), para viver uma vida abundante.

Malaquias também aponta para Cristo de duas maneiras, conclamando povo de Israel ao arrependimento, para receberem as bênçãos de Deus. De maneira semelhante Cristo proclamou o arrependimento (Mc 2.15). O profeta disse que o culto ao Senhor se espalharia por toda terra (Ml 1.11). De forma mais especifica messiânica ele disse que a renovação do povo de Deus aconteceria por meio da obra de um “mensageiro” 3.1 da aliança o qual seria precedido pelo profeta Elias (4.5; 3.1,2).

Meus irmãos, o nosso Deus, é o Deus da aliança, que enviou o seu filho Jesus para morrer por nós, ele não muda o seu pacto que firmara conosco é eterno, por isso podemos confiar em suas promessas, em seu amor misericordioso e vivermos para a glória dele.

Portanto, como disse Carlos Wesley disse: “todas as coisas, ao mudar proclamam o Senhor é eternamente o mesmo”, que maravilha, é termos esta certeza que Deus é imutável em sua palavra, em seu poder, e no pacto que firmara com o seu povo. Deus não mudou, Ele continua o mesmo, ontem, hoje e amanhã. Somente a glória de Deus.

Referências Bibliográficas

1-Holanda, Mariana de. Abu Dhabi: a cidade mais rica do mundo / Postais urbanas – Disponível em http://www.archdaily.com.br/br/01-36305/abu-dhabi-a-cidade-mais-rica-do-mundo-postais-urbanas: acesso 09.08.2017

2- R. Baker, James. O Senhor dos Exércitos-Disponível em http://www.palavrasdoevangelho.com/products/o-senhor-dos-exercitos-por-james-r-baker-escocia/ acesso 10.08.2017

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte- Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE

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O VALE DA RESTAURAÇÃO

Ezequiel 37.1-14

Estamos vivendo em um momento em que precisamos de restauração. Há uma necessidade de restauração na igreja, na família e no nosso país. A nossa atualidade é desoladora e desafiadora, em alguns aspectos semelhante ao vale de ossos secos. Para onde olhamos parece não haver esperança, mas o que contemplamos é tristeza, violência, corrupção, etc.

Ao lermos o livro do profeta Ezequiel, podemos nos encher de esperança. A mensagem de Ezequiel nos ensina que apesar das dificuldades, do sofrimento e da miséria do povo, Deus é o Senhor soberano e finalmente fará aquilo que nós não podemos fazer. Por isso neste momento convido você para meditarmos no texto de Ezequiel 37.1-14. O texto em tela não é só uma visão de tristeza, desolação e morte, mas é uma visão maravilhosa de restauração.

A visão que Deus revelara ao seu servo era para encorajar os que estavam no exílio desanimados, sem expectativa de vida, de restauração. Hoje, Deus nos convida a olharmos para este vale de ossos secos e extrairmos algumas lições para nós hoje.

1-PRECISAMOS OLHAR PARA ESTES OSSOS (Ez 37.1,2)

O texto de Ezequiel 37.1-14 nos diz que o vale era muito grande e estava cheio de ossos secos. Aquele vale era um quadro desolador, triste, depressivo, pois ali não havia vida, mas apenas ossos secos (morte).Aqueles ossos, apontava para o povo de Israel, que se encontrava exilado, sem expectativa, desanimado, morto, sem esperança de restauração.

Mas este vale também aponta para aqueles que estão mortos em seus delitos e pecados, depravados, escravizados pelo diabo, sem vida, distantes de Deus.O homem sem Deus é um miserável que merece apenas o inferno. Meu querido, o homem sem Deus, é pior que ossos secos. É um pecador que blasfema contra o Deus Soberano.

O homem precisa saber quão terrível é o pecado, e que ele nada pode fazer para ajudar a si mesmo. Ele precisa da misericórdia de Deus e da sua graça. O homem é depravado, não tem desejo pelo Deus vivo, e distante de Deus está totalmente perdido. Ele precisa da ajuda e do favor de Deus. Não obstante, não podemos perder a esperança, mas precisamos nos levantar e obedecer a Deus que nos comissionou a pregar aos que estão mortos assim como fez o profeta Ezequiel (Ez 37.7,8).

Quem sabe você hoje não se encontra nesta situação, apenas ossos, sem vida, sem poder fazer nada, sem esperança diante do cenário desolador em que você se encontra. Você não conhece a Deus, não passa de ossos mortos. Você talvez se mexe de um lado para outro, mas é apenas um corpo, precisa de vida.

2-PRECISAMOS OLHAR PARA A OBRA DO ESPÍRITO SANTO(Ez 37.9,10) – Deus fala ao profeta que ele não podia apenas se contentar com o movimento dos ossos, com os tendões, carnes, pele se não havia naqueles corpos vida. Então Deus mandou o profeta, profetizar ao Espírito, e quando profetizou ao Espírito os corpos receberam vida. Este é um quadro maravilhoso da obra poderosa do Espírito Santo que dá vida aos mortos (Ez. 37.10).

Hoje, também nós precisamos da ação do Espírito para vivificar aqueles que estão mortos. As pessoas são um conjunto de ossos mortos, e elas podem ser trazidas a vida porque o Espírito Santo irá soprar em suas almas e mostrar como elas são pecadoras e abrir-lhes os olhos para que possam contemplar a esperança do perdão que existe no sangue de Jesus que foi derramado na cruz do calvário, pois o Espírito ama a obra de Jesus.

Quando o Espírito de Deus age as pessoas se rendem, como aconteceu no dia de pentecoste conforme narra o médico Lucas em Atos 2.41. Pedro pregou e o espírito operou de maneira tremenda que naquele momento houve um acréscimo de quase três mil pessoas (At. 2.1-41). O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), só ele tem poder para dá vida também hoje aqueles que estão mortos. Pois não basta ao homem ser religioso, frequentar uma igreja, ele precisa nascer de novo, como Jesus disse a Nicodemos (Jo 3.1-6).

Assim como Nicodemos existe muitas pessoas em nossos dias, são religiosas, mas não tem vida. Elas precisam nascer do Espírito para contemplarem a obra de Jesus. Muitos estão apenas confiando em sua religião, em suas obras, em sacrifícios, cumprem com os seus deveres sociais, morais, etc. Mas, estão mortas, precisam de vida, e esta, só há na pessoa do Senhor Jesus Cristo que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”( João 11.25).

3- PRECISAMOS OLHAR A ATIVIDADE DO SERVO DE DEUS (Ez 37.4-10) – Deus mostrou o vale e falou com Ezequiel que ele precisava pregar aos ossos. O vale era grande, mas ele precisava pregar. Ezequiel não questionou a Deus, dizendo: Senhor são apenas ossos! Para que pregar? Ele disse que faria a vontade de Deus. Ezequiel pregou e algo maravilhoso aconteceu os ossos começaram a se mexer, surgiu tendões, músculos e peles. Há uma grande lição aqui para nós. Antes do homem nascer de novo ele pode aprender muitas coisas. Muitos se tornam mais rebeldes do que eram outros se rebelam contra evangelho. Então ao ouvirem a palavra de Deus algo estranho começa a acontecer. Eles começam a frequentar uma igreja, estão melhorando, mas ainda estão mortos.

O texto nos diz que Deus deu uma nova ordem ao profeta, ele manda o profeta clamar ao Espírito para que ele venha e sopre sobre aqueles ossos. E assim o profeta fez e o milagre aconteceu.

Meus irmãos, isso pode ser uma figura do operar do Espírito no Avivamento.

Olhemos para o ano 1850, segundo alguns historiadores esta década foi marcada por um grande declínio espiritual dos Estados Unidos. Algumas coisas tinham desviado a atenção das pessoas da vida com Deus, para as coisas materiais, a instabilidade política, um pânico financeiro trouxe ainda mais preocupação a população. Em setembro de 1857 um comerciante de nome Jeremiar Lanphier, ao perceber aquela situação triste decidiu convidar outros comerciantes para orarem ao meio dia uma vez por semana pela atuação renovadora do Espírito Santo. Ele distribuiu centenas de folhetos convidando as pessoas para participarem do encontro, mas no primeiro dia só meia dúzia apareceu encontrando-se nos fundos de uma igreja na Fulton Street. Duas semanas depois já eram quarenta, e em seis meses uns dez mil se reuniam diariamente para orar somente em Nova Yorque. Um avivamento aconteceu naquele país, e em dois anos mais ou menos um milhão de pessoas tinham se rendido ao Senhor Jesus.

Diante do texto de Ezequiel e do despertamento que Deus operou nos Estados Unidos podemos tirar exemplos para os nossos dias. Porque o que nós estamos precisando é do sopro do Espírito de Deus despertando a sua igreja e salvando aqueles que estão mortos. Nunca podemos esquecer que o Espírito atua através da oração e da pregação da palavra de Deus.

Portanto, não podemos perder a esperança, mas precisamos confiar em Deus certos de que ele pode restaurar o seu povo, transformar a nossa nação, mas nós precisamos obedecer ao Senhor e fazer a nossa parte como o profeta Ezequiel fez. A restauração é uma obra de Deus (Ez 37.12-14), nada é impossível para Ele, mesmo que aos nossos olhos pareça difícil, Deus é soberano, e ainda há esperança para o seu povo.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

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LIÇÕES DA CURA DO CEGO BARTIMEU

Marcos 10.46-52

A narrativa de Marcos não é sobre um grande líder político como o rei Davi,  Judas Macabeu  ou sobre um sábio rabino como Hilel fundador da Escola Bet Hilel, Shamai fundador da escola Bet Shamai ou mesmo sobre Rabenu Shlomo ben Yitzhak, Rashi, “considerado como o maior dos mestres judaicos e o erudito bíblico mais brilhante de todos os tempos, é o comentarista clássico da Torá e do Talmud”¹, por isso ela não deixa de ter lições preciosas para nós hoje. Desta narrativa podemos aprender algumas lições preciosas para vivermos neste mundo desafiador, tais como:

1ª Lição – UM EXEMPLO DE FÉ INABALÁVEL – O TEXTO NOS DIZ “E foram para Jericó. Quando ele saia de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo,  filho de Timeu, estava assentado a beira do caminho. E, ouvindo que era Jesus, o nazareno pôs-se a clamar: Jesus filho de Davi tem compaixão de mim!”(Mc 10.46,47).
Bartimeu estava fisicamente cego, mas não espiritualmente, pois ele entendeu que Jesus de Nazaré era o filho de Davi anunciado pelos profetas. Ele não tinha presenciado os sinais realizado por Jesus, ele não viu os mortos ressuscitarem, leprosos curados, coxos andarem, pois estava privado pela cegueira. Mas ele tinha ouvido acerca dos poderosos milagres realizados por Jesus, e tendo ouvido creu que Jesus poderia curá-lo. Precisamos ter uma fé maravilhosa como a de Bartimeu.
Nós não contemplamos o Senhor com os nossos olhos físicos. Porém, os evangelhos narram os poderosos milagres realizados por Jesus, revelam a sua graça e sua disposição para salvar os homens.
Nós somos privilegiados, pois DEUS nos deu a sua palavra que nos falam dos milagres tremendos realizados por Ele. Precisamos viver pela fé. No que consiste viver pela fé¿ Se não que a pessoa vive na dependência da Palavra de Deus, pois só nela encontramos todo o conselho de Deus para vivermos uma vida abundante.

2ª Lição – PERSEVERANÇA DIANTE DA DIFICULDADES-Quando Bartimeu, começou a clamar “Jesus filho de Davi, tem compaixão de mim!”Mc. 10.46. Muitos que estavam perto dele não o encorajaram, mas antes o repreenderam para que ele ficasse calado Mc. 10.47, contudo ele não se calou, mas continuou clamando cada vez mais alto. Aqueles que pediram para ele ficar calado, não conheciam a miséria da cegueira, muitos pensavam que não valia apenas clamar a Jesus. Ele não deu ouvidos as reprovações dos insensíveis circunstantes, não ligou para o ridículo que os seus gritos mui provavelmente lhe traria. Ele conhecia a miséria da cegueira que o impediam de contemplar as maravilhas do Senhor.
Oh, amados irmãos, todos nós queremos ver vidas salvas, alcançar bênçãos de Deus, mas quantas vezes temos olhado para o que as pessoas pensam ou vão falar ao nosso respeito, então não perseveramos em buscar ao Senhor, não clamamos, pois estamos preocupados com aqueles que vivem em nossa volta. A exemplo de Bartimeu, não devemos dar ouvidos as pessoas que não conhecem o nosso drama, quando estivermos a procura da cura para as nossas almas. Meu irmão nunca faltará pessoas para nos desanimar, para dizer que não vale apena, que você não vai conseguir, etc. Quantos não desistiram de seus projetos ou propósitos por causa dos outros.
Como Bartimeu, precisamos clamar ainda mais por Deus, não importa o que as pessoas venham pensar ou falar, não desanime, Deus proverá. Irmão, é tempo de clamar ao Senhor por nossas vidas, família, igreja e por nosso país, não podemos desanimar, muitos vão dizer que não adianta, mas se crermos veremos a glória de Deus.

3ª Lição – UM EXEMPLO DE GRATIDÃO A CRISTO – Bartimeu, quando foi curado não retornou imediatamente a sua casa. Mais ele continuou diante daquele que realizou tão grande maravilha em sua vida, e seguia Jesus estrada a fora Mc. 10.52.
Meu irmão, os nossos olhos já foram abertos pelo Senhor, então devemos segui-lo com alegria e testemunhar a todos dizendo: “ UMA COISA EU SEI EU ERA CEGO E AGORA VEJO” (Jo 9.25).
Uma das grandes tristezas da nossa atualidade a ingratidão do povo de Deus. Ele, tem nos concedido tantas bênçãos que não podemos contar, mesmo assim muitos reclamam, são infiéis, ingratos, etc. O salmista Davi nos ensina dizendo: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios” (Sl 103.2). A gratidão é uma das características dos verdadeiros servos de Deus.
Hoje, precisamos seguir o exemplo de fé, de perseverança e gratidão daquele que fora curado por Jesus e segui-lo com todo o nosso ser proclamando SOMENTE JESUS.

1- Steinsaltz, Rabi Adin. Rashi, O Mestre dos Mestres –Disponível em http://www.morasha.com.br/profetas-e-sabios/rashi-o-mestre-dos-mestres.html acesso em 07.08.2017

Sobre o autor Pr. Eli Vieira é formado no Seminário Presbiteriano do Norte- Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia Garanhuns-PE

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O PROFETA JOEL FALA HOJE

 Imagem relacionada

Joel 1:1-2:21

Nos últimos dias temos lido reportagens que trazem informações sobre a seca em nosso Nordeste, tais como: “Com maior seca em décadas, nordeste revive era de êxodo e fuga do campo”, “Seca arrasa plantações no sertão nordestino e faz preço de milho e feijão disparar”, “Seca se agrava, e sertanejos já sofrem com falta de alimentos no Nordeste”, etc. Estas matérias nos falam da situação desoladora em que a Região Nordeste está passando por uma das maiores secas das últimas décadas. O gado está morrendo, a água secando, em muitos lugares já se perderam as plantações, etc. (Esta mensagem foi pregada no período da seca no agreste pernambucano).

Meus irmãos, quando estudamos a Palavra de Deus, no livro de Joel, podemos ver que o profeta foi levantado por Deus para transmitir a sua mensagem ao povo de Israel em um momento de crise, causada principalmente pela seca. Entretanto, a crise não era só econômica, mas também política e espiritual. Ao olharmos para aquele momento em que o servo de Deus pregou, devemos perguntar: o que nos ensina a mensagem do profeta Joel?

 Agora eu convido você para olharmos para as Sagradas Escrituras e ouvir o que o profeta Joel, inspirado por Deus, nos ensina a enfrentar as crises:

1-A LAMENTÁVEL SITUAÇÃO DEVE NOS MOTIVAR A CLAMAR A DEUS (Joel 1.14,19)

 O profeta Joel foi levantado por Deus para transmitir a sua mensagem em um momento marcado pela crise, causada principalmente por causa da seca. A situação da terra é descrita no capítulo 1 e pode ser resumida no versículo 10 e o versículo 14b, onde podemos ver: Devastação do campo; cessação do serviço religioso, crise espiritual, tristeza e desolação. Este era o cenário que traduzia a lamentável situação da terra. Diante deste quadro triste e desolador em que a nação se encontrava, muitas pessoas murmuravam, choravam, lamentavam, etc.

Diante deste cenário econômico triste, e desafiador para os habitantes de Judá, o profeta exorta o povo a clamar ao Senhor e promulgar um santo Jejum (Joel 1:14). O profeta Joel nos ensina, que a lamentável situação deve nos motivar não murmurar, mas a buscar a Deus. Não basta reclamar, chorar, etc. Devemos clamar aquele que é poderoso para intervir e mudar o quadro ou reverter a situação.

Esse deve ser o Projeto do Povo de Deus. Meus irmãos, esse deve ser o projeto da Igreja na atualidade em que estamos vivendo em nossa região, diante da grande seca que nos desafia na atualidade, castigando o nosso Nordeste (esta mensagem foi pregada no momento de seca no agreste pernambucano), da crise política, moral e espiritual da nossa nação. Deve ser o seu projeto em momentos de crises certos de que Deus ouve e responde a oração dos seus servos.

2- AS MISERICÓRDIAS DE DEUS, DEVE NOS LEVAR AO ARREPENDIMENTO (Joel 2.12-19).

O povo de Israel estava vivendo um momento de tristeza e dor, porque havia se afastado da Palavra de Deus e do Deus da Palavra e como consequência deixaram se levar pelo pecado. Então, agora o povo estava sendo disciplinado ou exortado pela seca permitida por Deus para falar a nação que Israel precisava se arrepender, olhar para as misericórdias do Soberano Senhor que controla todas as coisas, que não se limita as concepções humanas. Naquele momento, o profeta prega que Israel precisava voltar-se para Deus. Isto é, precisava olhar para as misericórdias de Deus, se humilhar e pedir perdão de todo coração certo que Deus é misericordioso.

Hoje, quando nós paramos para olhar o Nordeste (Brasil), podemos ver a idolatria, a injustiça social, corrupção, feitiçaria, violência, prostituição infantil, o sincretismo religioso, isto é, a depravação total. A solução para nossa situação está em que estamos vivendo, é nos arrependermos dos nossos pecados, confiarmos nas misericórdias de Deus e assim seremos restaurados. É o que o homem precisa fazer em meio a depravação da nossa atualidade.

O homem (Brasil) precisa se arrepender e voltar-se para Deus. Voltar-se para Deus na certeza de que o Senhor é misericordioso e rico em perdoar, porque Deus tem bênçãos incomparáveis para aqueles que o buscam de todo coração.

3-AS PROMESSAS DE DEUS, DEVE NOS ENCHER DE ESPERANÇA (Joel 2.18-32).

 Em Joel 2:18 o Senhor se mostra zeloso de sua terra, compadecendo-se do Seu povo e promete bênçãos grandiosas.

Podemos classificar estas bênçãos, como sendo de ordem: materiais, espirituais e eternas. Deus promete ao povo normalidade na produção, dizendo:”… eis que vos envio o cereal e o vinho, e o óleo… os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, etc. (2:19,22-26). Deus promete proteção (2:20,21,27), estabilidade climática (2:23), fartura e alegria (2:24,26) e o derramamento do Espírito Santo (2:22-32). Diante de tais promessas de Deus, o profeta Joel desafia o povo de Israel a renovar suas esperanças.

Diante de tais promessas, nós somos desafiados a nos enchermos de esperanças, e não ficarmos desanimados, murmurando, chorando, etc. Meus irmãos como alguém disse: ” O que o oxigênio significa para os pulmões, é a esperança para o sentido da vida”. Na atualidade diante da crise, há muita gente ansiosa, desesperada, buscando um sentido para a vida nos prazeres carnais, nas drogas, nas religiões, etc., sem, contudo, encontrar uma saída, porque estão pondo suas esperanças onde não há esperança.

Hoje como igreja do Senhor, povo de Deus, devemos confiar nas promessas do Soberano Deus e no Deus das promessas, na certeza de que Ele pode mudar a nossa situação e vai mudar se nos voltarmos para Ele, como Ele nos ensina em Sua Palavra “Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo , que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.(2 Cônicas 7.13,14).Desperta Nordeste! Brasil! É tempo de confiarmos nas promessas de Deus e nos voltarmos para Ele.

Portanto meus irmãos, não sei qual é o teu problema hoje, mas eu sei que o nosso Deus não mudou, ele é imutável, ele permanece o mesmo. Por isso podemos confiar nas suas promessas e nos encher de esperanças e ouvir o que o profeta Jeremias também nos diz em Lamentações 3:21 ” Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”. O que você está trazendo a memória neste momento de seca (crises)? Pare e pense? Olhe para Deus, independente das circunstâncias, clame ao Senhor, confie nas suas misericórdias e firme a sua vida nas promessas de Deus na certeza de que há esperança para mim, para você, para nossa região, o Brasil. Somente a Deus toda Glória.

Pr. Eli Vieira –

*Esta mensagem foi pregada no período da seca na região Nordeste e da crise política, e econômica do Brasil

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O que pode me dar esperança

Lamentações 3.21

Alguém disse: “O que o oxigênio significa para os pulmões é a esperança para o sentido da vida”. Jeremias é conhecido como o profeta chorão, mas ao olharmos melhor para este servo de Deus podemos ver que ele estava impregnado de esperança, não obstante o momento difícil em que ele viveu. Jeremias exerceu o seu ministério num período totalmente caótico para a nação de Judá, que vivia a maior crise de sua história política, social e religiosa.

A corrupção moral de Judá na época de Jeremias era generalizada, pois, os próprios líderes estavam envolvidos em mentiras, atos avarentos e adultérios. A influência negativa do sacerdócio era devastadora para a nação, acelerando cada vez mais, o processo de decadência. Jeremias foi usado por Deus para tocar direto na ferida, ele não usa “meias-palavras”, atentemos para o que disse o profeta: “mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda: cometem adultérios, andam com falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se converta cada um da sua maldade; todos eles se tornaram para mim como Sodoma, e os moradores de Jerusalém como Gomorra… porque dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre a terra.” (23.14-15).

Mesmo diante dessa situação, o profeta Jeremias tinha esperanças que muitos pudessem despertar do sono espiritual e ainda poder desfrutar das bênçãos de Deus. Jeremias não desiste da esperança, e lembra ao povo: “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja a esperança é o Senhor… O Senhor é a esperança de Israel…” (17.7,13).

O povo não ouviu a mensagem de Jeremias, e como consequência Judá foi levada para a Babilônia por  Nabucodonosor, contudo mesmo diante da queda de Judá o profeta não perdeu a esperança. Ao contemplar a miséria da nação, ele se levantou e disse: “ quero trazer a memória o que nos pode dar esperança” (Lm 3.21). Mas onde estava a esperança do profeta Jeremias? O que nos pode dá esperança no meio da dor, do desespero, da crise? Jeremias nos ensina dizendo, o que me pode dar esperança é:

1-AS MISERICÓRDIAS DO SENHOR (Lm. 3.22) – Israel não ouviu as palavras de Jeremias, os seus líderes políticos e espiritual deixaram se levar pelo pecado, “Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam. Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes e vos ponde diante de mim nesta casa, que se chama pelo meu nome, e dizeis estamos salvos; sim só para praticardes estas abominações! Será esta casa que se chama pelo meu nome é um covil de salteadores aos vossos olhos? (7.3-4). G. Campbell Morgan diz que “covil de salteadores” é o lugar onde os ladrões se escondem logo após ter cometido crimes.

Jeremias ainda acrescenta que estes sacerdotes não passavam de falsos curandeiros, mentirosos “curam superficialmente a ferida do meu povo. Dizendo: Paz, paz, quando não há paz” (6.14). O profeta Jeremias tinha esperanças que muitos pudessem despertar do sono espiritual e ainda poder desfrutar das bênçãos de Deus em meio aquela situação tão degradante¹. Mas eles não ouviram a sua mensagem e como consequência foram levados para o cativeiro, cumprindo-se assim o que ele anunciara. Mas, ele não perdeu sua esperança, pois ele sabia que seu Deus era misericordioso e zela por suas palavras e que depois de setenta anos Israel seria restaurado (Jr. 25.1-14).

Nas misericórdias de Deus estava a esperança do profeta, pois Judá não merecia ser restaurada, seus líderes pecaram, os sacerdotes eram homens falsos, não temos nem palavra para descrever.

Não obstante, seu choro, sua tristeza, sua dor, ele não perdeu a esperança. A sua esperança era o Senhor. Assim também nos ensina o Salmista “Pois tu é a minha esperança Senhor Deus”(Sl 71.5).

2-A FIDELIDADE DE DEUS (LM 3.23) – O profeta de maneira maravilhosa se expressou dizendo: “ A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele”(Lm 3.24), meu irmão veja o segredo da esperança de Jeremias. Ele sabia que o seu Deus não era igual aos homens mentirosos, pérfidos, Deus é fiel.

Grande é a tua fidelidade, porque ele é fiel, Jeremias podia confiar em suas promessas, em seu amor, na intervenção do Senhor dos exércitos, Ele é o Deus imutável, soberano, onisciente, onipotente, incomparável. Por isso o profeta tinha esperança, havia caos por todos os lados, tristeza e dor, mas se levanta e enche-se de esperança ao olhar para Deus.

Oh! Meus irmãos como precisamos seguir o exemplo do profeta Jeremias, ao ouvirmos a voz de Deus não podemos ficar desanimados diante da tristeza, do caos que nos acomete. Precisamos olhar para o Deus fiel, e erguer a cabeça na certeza que ele não mudou, sua fidelidade continua a mesma. Ele está no controle, reinando, soberano, ele é o mesmo, ontem e hoje.

3- A SALVAÇÃO DO SENHOR (Lm 3.24-26) – Mesmo diante da tristeza, da perda da família, da casa, da pátria, mesmo diante da escravidão, ele olha e ver a salvação no Senhor. Ele sabia que a disciplina do Senhor não iria durar para sempre. No Senhor há graça, perdão, restauração.

É para a salvação que há no Senhor que precisamos olhar hoje, não para o diabo, o pecado, a depravação do homem que não conhece a Deus. Porque se olharmos para o homem nós vamos ficar desanimados, sem esperança sem vida. É tempo de nos levantar e falarmos como o profeta Jeremias. –E tempo de termos esperança. Não podemos perder a esperança, mas precisamos esperar na intervenção divina certos de que Deus proverá.

No exemplo do profeta Jeremias, encontramos razão para vivermos uma vida cheia de esperança, não merecemos nada, somos fracos pecadores, mas o nosso Deus é misericordioso, vivemos no meio de um povo infiel, mas o nosso Deus é fiel, ele não mudou, então podemos confiar em sua palavra, viva e eficaz. Mesmo que o nosso cenário seja triste, desolador e só vejamos depravação, nós podemos confiar na intervenção do Senhor, certos que ele não irá deixar os seus eleitos perdidos escravizados pelo inimigo. Portanto, levante-se meu irmão, erga cabeça e tenha a certeza do profeta Jeremias.

Meus irmãos, vivemos um período da história difícil, como nos diz o apóstolo Paulo, “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”(II Tm 3.1), mas Deus nos colocou como homens e mulheres de Deus para vivermos cheios de esperança, proclamando somente a glória de Deus firmados em sua Palavra certos de que  “MAIOR DO QUE AS CRISES É A ESPERANÇA DAQUELES QUE OUVEM A PALAVRA DO SENHOR”. Em Deus está a minha esperança.

Nota

1-http://pensandoteologia.blogspot.com.br/2010/03/jeremias-o-profeta-da-esperanca.html, acessado em 01.09.2017

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

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Por que um reavivamento é necessário?

 Não basta crer nas doutrinas certas, é preciso viver da maneira certa. Não basta ter luz na mente, é preciso ter fogo no coração.
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Avivamento. (Foto: CACP)

No mesmo ano que se celebra os quinhentos anos da Reforma Protestante, faz-se necessário uma reflexão profunda sobre a saúde espiritual da igreja. Mesmo tendo igrejas saudáveis e cheias do Espírito Santo espalhadas pelo mundo, o cenário geral é assaz preocupante. Há perigosas ameaças à igreja. Vejamos:

Em primeiro lugar, a ameaça do liberalismo teológico. O Racionalismo trouxe em suas asas a ideia de que a razão humana é o supremo tribunal aferidor da verdade. O Iluminismo colocou o homem no centro do universo. A Alta Crítica, faz uma releitura da Bíblia e assaca contra ela pesadas acusações. Acusam a Bíblia de ser um livro eivado de erros e prenhe de mitos. O resultado é que esse viés teológico, como um veneno letal, devastou a igreja onde chegou. Os seminários, que outrora formaram teólogos, pastores e missionários, agora, plantam ceticismo, promovem incredulidade e espalham apostasia. Os sinais da devastação provocada pelo liberalismo teológico podem ser vistos na Europa, na América do Norte e também no Brasil.

Em segundo lugar, a ameaça da secularização. O humanismo idolátrico baniu o jugo de Deus. Karl Marx, com seu materialismo dialético tirou Deus da história, Charles Darwin, com sua teoria da evolução, tirou Deus da ciência. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, tirou Deus do inconsciente humano. Friedrich Nietsche, do topo de sua soberba intelectual, disse que Deus morreu. Richard Dawkins, o patrono dos ateus contemporâneos, disse que Deus é um delírio. O homem, besuntado de orgulho, baniu Deus de sua vida e de sua história. Até mesmo aqueles que professam a fé cristã, em muitos redutos, já empurraram Deus para a lateral da vida e vivem para o seu próprio deleite e não para a glória de Deus. Tudo agora gira em torno do homem. Tudo acontece pelo homem e para o homem. A secularização está entrando nas igrejas, deixando-as anêmicas e desidratadas. A falta de engajamento e fervor da maioria dos crentes é um fato incontroverso.

Em terceiro lugar, a ameaça do sincretismo. No afã de atrair mais pessoas para o seu arraial, muitos líderes, desprovidos da verdade, introduzem na igreja crendices pagãs e práticas estranhas à sã doutrina para enredar os incautos. Torcem a palavra de Deus. Inventam novidades. Acorrentam o povo com as cordas da ignorância. Por causa da ganância insaciável, esses corifeus do engano, transformam o evangelho num produto híbrido, o púlpito num balcão, o templo numa praça de negócios e os crentes em consumidores. O vetor que move esses arautos da mentira é o lucro. Esses lobos travestidos de pastores arrancam a lã das ovelhas e devoram sua carne, dando-lhes o caldo mortífero das últimas novidades do mercado da fé, para mantê-las prisioneiras do engano religioso.

Em quarto lugar, a ameaça do mundanismo. A verdadeira doutrina desemboca na verdadeira ética. Os reformadores ensinavam a vida simples e viviam de forma modesta. A simplicidade era a marca do cristão. O ideal desses homens não era ajuntar tesouros na terra, mas no céu. Não era ostentar bens materiais, mas promover a fé. Não era copiar o mundo em seus conceitos, valores e prazeres, mas inconformar-se com ele. Não era viver no fausto e no luxo, mas proclamar o evangelho, mesmo sob severa perseguição, e isso, até aos confins da terra. A paixão pela glória de Deus foi sendo perdida a cada geração. O entusiasmo com o avanço do evangelho entre as nações arrefeceu. A igreja passou a amar o mundo e a conformar-se com ele em vez de ser luz no mundo e embaixadora do reino de Deus.

Em quinto lugar, a ameaça da ortodoxia sem piedade. A ortodoxia é necessária, inegociável e insubstituível, mas a ortodoxia precisa vir acompanhada de piedade. Uma ortodoxia ossificada produz morte, pois a ortodoxia morta, mata. Não basta crer nas doutrinas certas, é preciso viver da maneira certa. Não basta ter luz na mente, é preciso ter fogo no coração. Não basta ter conhecimento certo, é preciso praticar o que é certo. Não basta convicção, é preciso poder. Não basta ter zelo pela sã doutrina, é preciso praticar o genuíno amor. O descompasso entre teologia e ética, doutrina e vida, fé e conduta tem sido um grande estorvo ao avanço da fé cristã. Em face das considerações retro mencionadas, é mister a igreja arrepender-se e clamar por um poderoso reavivamento espiritual, preparando o caminho do Senhor, para que ele se manifeste.

FONTE: GUIAME, HERNANDES DIAS LOPES

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O PAPEL SACERDOTAL DO PAI NA FAMÍLIA

Ex 28.1-4,36;Lv 16;Ed 9; Dt 6.

O casamento é uma aliança entre um homem e uma mulher na presença das testemunhas e de Deus, através do qual se forma uma nova família, onde cada um tem seu papel. E para que a o lar seja uma bênção cada membro precisa desenvolver a sua função. Neste texto eu vou me deter sobre o papel do pai na família da aliança.

Nos nossos dias marcado pelo materialismo, muitos pais pensam, que só precisam ter uma boa casa, carro e ser um sucesso no trabalho, etc. Mais o que adianta ter uma casa e uma famílias infeliz? Que adianta ser um sucesso no trabalho e ter um lar ser fracasso? Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. A família é um projeto de Deus, para a glória dEle, e para que isso possa acontecer os pais precisam desenvolver o seu sacerdócio no lar. Para sermos sacerdotes em nossos lares, cada pai precisa:

1-VIVER EM SANTIDADE (Êx 28.1-4; Lv 16; 19.1,2; 21.6,8) – Quando os sacerdotes foram estabelecidos por Deus, ao separar Arão e seus filhos, ordenou que eles vivessem em santidade. A santidade era indispensável a vida dos sacerdotes para exercerem o seu ministério diante do Senhor, porque senão seriam destruídos como aconteceu com Nadabe e Abiú filhos de Arão que morreram diante do Senhor (Lv. 10.1-7). Deus ao chamar o seu povo do Egito ordenou dizendo: “Disse mais o Senhor a Moisés:“Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”(Lv 19.1,2), e também o apóstolo Pedro ao escrever aos irmãos dispersos disse:“porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”(1 Pe 1.16).

Sem santidade não podemos desfrutar da presença de Deus e desenvolver o sacerdócio do lar. Os pais precisam levar o relacionamento com Deus a sério, para serem bênção e exemplo para os familiares, pois eles sabem muito bem que somos dentro de casa. Se os nossos familiares nos conhecem, pense, quanto mais o nosso Deus. Ele conhece cada pai (Sl 139). Portanto, precisamos de pais santos para serem bênçãos e seus lares.

2-SER UM PAI DE ORAÇÃO (Lv 9.1,2,22-24; 16.2-34; Ed 9.15) – A vida de oração é era uma das características dos verdadeiros sacerdotes, na casa de oração. O capítulo de 16 do livro de Levítico é o clímax do livro que apresenta o caminho de acesso a Deus, onde os sacerdotes no dia da expiação se achegavam diante de Deus, principalmente quando o sumo-sacerdote se apresentava diante de Deus para fazer expiação por sua casa, pelos sacerdotes e pelo povo. O dia da expiação era um dia de jejum e lamentação pelos pecados Dt 9.18, de confissão ! Sm 7.9, Ne 9.1,2. Era um momento de intercessão pelas famílias e nação (Lv 16.11-34). Jó foi um homem rico, integro e temente a Deus que se desviava do mal, que também intercedia por seus filhos (Jó 1.5).

Orar uma vez pela família é fácil, mais ter uma vida de oração não é, pois para sermos maridos de oração precisamos ter fé, dedicação, tempo, etc. Em nossa igreja, quando os pais apresentam os seus filhos para serem batizados, um dos compromissos assumidos é de ter uma vida de oração com e pelos filhos. Hoje precisamos orar apresentando a Deus as nossas famílias. Portanto, precisamos de pais de oração, como alguém já disse: “pais de oração famílias de pé”.

3- ENSINAR A PALAVRA DE DEUS (Ed 7.10;10.10,16, Dt 6.6-9; 2 Tm 3.14-16) – Os sacerdotes também tinham a responsabilidade de ensinar a Lei do Senhor como podemos ver o exemplo de Esdras Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças”(7.10). Os sacerdotes ensinavam aos de sua casa como ao povo. Quando o sacerdote Ele deixou de ensinar aos seus filhos ele foi repreendido, pois o verdadeiro ensino é muito mais do que palavras, envolve atitude. Eli precisava ter confrontado os seus filhos, sua falha em não ter tomado uma atitude “foi interpretada como ter honrado mais os seus filhos do que o Senhor” (1 Sm 2.29).

Como homens de Deus, os pais  israelitas precisavam ensinar a Palavra de Deus aos seus filhos conforme as sagradas escrituras: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas”(Dt 6.7-9).

Paulo ao escrever a Timóteo disse: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra”(2 Tm 3.14-17).

Como homens de Deus precisamos ensinar a palavra de Deus em nossos lares, e não deixar esta responsabilidade só para a igreja, os professores, etc. Você não precisa ser pastor para ensinar aos seus filhos! Você precisa conhecer a Deus e sua palavra e fazer a sua parte sem se acomodar. Entretanto, pai, você precisa estudar a palavra, ir à igreja, tirar suas dúvidas com o pastor, missionário, presbítero ou algum líder da igreja. Nós também, precisamos orar rogando a iluminação do Senhor para crescermos na graça e no conhecimento do nosso Deus para assim ensinarmos a nossa família.

Meus irmãos, nesta atualidade tão desafiadora em que estamos vivendo, onde podemos ver o problema das drogas, prostituição, corrupção, idolatria, etc. O os pesquisadores já descobriram que o problema começa nos lares. Como homens de Deus somos privilegiados, mas grandes privilégios implicam em grandes responsabilidades. Os pais cristãos, como sacerdotes do lar tem grande responsabilidade de viverem em santidade não só na igreja, mais em toda a sociedade, de serem homens de oração, que intercedem por seus lares e ensinam a palavra da vida. Grande é o nosso desafio, mas não podemos desanimar e sim despertar para cumprirmos o nosso papel de pais para a glória de Deus.

Sobre o autor: Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE

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JESUS: O SERVO INCOMPARÁVEL

João 13.1-38

Charles Erdman diz que o capítulo 13 de João, “é o lugar santo do edifício sagrado desse evangelho”. Depois de alguns anos de ministério público de Jesus, agora podemos ver o ministério particular do mestre dos mestres. Naquele momento Jesus se reuniu com os seus discípulos e lhes transmitiu ensinamentos que continuam falando ainda hoje. Neste momento eu convido você para olharmos para o texto em tela como também para o evangelho de João e aprendermos com Jesus algumas lições.

1-PORQUE ELE ERA HUMILDE (13.1-11) – Cada família em Israel se preparava para imolar o cordeiro pascal. A pascoa era a festa onde todos se reunião em Israel para celebrar a libertação da escravidão egípcia. Mas onde também era oferecido cordeiro Pascal, o mais vivido tipo de Cristo.

Era costume das pessoas antes de se sentarem à mesa, lavarem os pés. Este era o trabalho dos servos, dos escravos mais humildes de uma casa. Os seus discípulos, tinha vindo de Betânia, seus pés estavam sujos. Nem um dos discípulos de Jesus tomou atitude, eles não podiam sentar a mesa com os pés sujos, mas nenhum discípulo tomou atitude no que diz respeito a lavar os pés dos seus irmãos. Os discípulos pensavam que no reino privilégios implicava em grandeza (Lc 22.24-30), regalias, aplausos e reconhecimento dos homens.

Neste momento podemos contemplar a atitude incomparável do mestre Jesus, diferente dos seus discípulos, Jesus tomou uma toalha, e uma bacia com água, e se pôs a lavar os pés dos seus discípulos, enquanto eles estavam pensando que seria o maior entre eles, Jesus ensina que eles deveriam ser humildes.Com esta atitude Jesus estava ensinando que privilégios, não implica em soberba, mas em humildade. Jesus sabia quem era, de onde tinha vindo e para onde ia. Ele era o rei dos reis, o senhor do universo. Não obstante, o seu poder não o levou a autoexaltação, mas a humildade. Como disse o pastor Hernandes Dias Lopes “sua humildade não procedeu da sua pobreza, mas da sua riqueza”.

Willam Barclay disse: “o mundo se encontra cheio de gente que está de pé sobre sua dignidade quando deveria estar ajoelhada aos pés de seus irmãos”.

 Portanto, meus irmãos, humildade e amor, são atitudes que aqueles que não temem a Deus podem entender, mesmo que elas não saibam nada acerca das doutrinas teológicas que muitos crentes sabem.

Como servos de Jesus hoje, nós precisamos rogar ao Pai que nos ajude a seguir o exemplo de seu filho amado Jesus, que nós não venhamos apenas falar acerca da humildade de Jesus, mas a viver uma vida de tal maneira que a beleza de Cristo possa ser vista em nós.

2- PORQUE ELE ERA ONISCIENTE (13.18-32) – Em seu evangelho, João nos mostra quem era realmente o Senhor Jesus, ele era homem, mas João ao revelar sua onisciência, nos ensina que ele era Deus. Judas passou com Jesus e os discípulos dele três anos, os discípulos amigos de Judas não o conheciam, mas Jesus sabia quem era Judas. Ali no cenáculo era o momento que Judas tinha que tirar a sua máscara, e deixar a sua aparência de homem piedoso, e Jesus deixou claro que Judas não era um servo de Deus.

Ele andou com Jesus, viu seus milagres, ouviu seus sermões, realizou as obras de Deus (evangelizou), estava com os discípulos, pregou, orou, etc. Judas agora é dominado pelo diabo.  Tudo aquilo não pegou Jesus de surpresa, ele sabia o que estava acontecendo, quem era Judas Iscariotes. “Judas nos mostra quão longe um homem pode ir em sua profissão religiosa sem ser convertido, quão profundamente uma pessoa pode se envolver nas coisas de Deus e ser apenas um hipócrita, Judas Iscariotes nos mostra a inutilidade dos maiores privilégios sem um coração sincero diante de Deus.

Privilégios espirituais sem a graça de Deus não salvam ninguém. Ninguém é salvo por ser um líder religioso, por ocupar um lugar de destaque na denominação ou por exercer um ministério espetacular”(Hernandes D. Lopes). No texto em tela, podemos contemplar a onisciência de Jesus, não só ao revelar o traidor, mas também ao revelar a fraqueza de Pedro (13.36-38), quando este fez questão de dizer que estaria pronto para morrer por Jesus, demonstrando assim a sua lealdade, mas ao mesmo tempo sua gabolice, Pedro estava dizendo que era melhor do que os seus colegas (Mc 14.29).O mestre Jesus revela que a autoconfiança de Pedro era nada, e coloca por terra toda a sua coragem.

Meus queridos, Jesus estava nos ensinando que diante dos desafios da vida, precisamos depender dele, porque sem ele não somos nada, mesmo que sejamos, corajosos, intelectuais, etc. Eu e você precisamos de Jesus, pois somos semelhantes a Pedro. Não se deixe levar por suas gabolices, conhecimento, dinheiro, cargo, etc. Você é tão fraco como Pedro. Somente Jesus, Ele conhece o nosso sentar e o nosso levantar, só a graça dele nos basta.

3-PORQUE ELE ERA ONIPOTENTE (Jo 2.1-12; 6.1-15; 9.1-12; 11.1-46) – O evangelista João ao falar sobre o ministério público de Jesus, enfatiza não só a sua vida como homem, mas nos mostra sete sinais que revelam o poder incomparável do Senhor Jesus, ao transformar a água em vinho, ao curar o cego, ressuscitar Lázaro depois de quatro dias, etc. Não só nos milagres realizados por Jesus, podemos ver o seu poder, mas também em suas palavras.

É interessante notar que quando Judas fora entregar Jesus juntamente com a escolta dos sacerdotes e fariseus, Jesus lhes perguntou-lhes: a quem o buscais? e responderam-lhe: a Jesus o Nazareno. Quando, pois, Jesus disse-lhes: sou eu, recuaram e caíram por terra (Jo 18.1-6). Judas estava liderando a turba que fora fortemente armada ao Getsêmani para prender Jesus. Ele não fora acompanhado apenas de Judeus oficiais do templo, mas também de um destacamento de soldados romanos. Tratava-se de uma coorte. Uma coorte completa tinha 1000 homens, 760 soldados de infantaria e 240 de cavalaria. Essas tropas auxiliares de Roma ficavam estacionadas em Cesareia Marítima, quartel-general de Roma em Israel. Durante os dias de festa eles ficavam na fortaleza Antônia, a noroeste do complexo do templo em Jerusalém. Isso garantia um policiamento mais efetivo das grandes multidões que aumentavam muito a população de Jerusalém. Na festa da páscoa a população de Jerusalém quintuplicava. Essa festa era a alegria dos Judeus e o terror dos romanos. As tropas em Jerusalém tinham o propósito de garantir a ordem diante de qualquer possibilidade de tumulto ou rebelião alimentados pelo fervor religioso. Por essa razão é que essa coorte foi chamada para apoiar os guardas do templo; o risco de reação por parte da multidão era sem dúvida, elevado no caso da prisão de alguém com a popularidade de Jesus. D. A. Carson diz que a combinação de autoridades judaicas e romanas nessa prisão condena o mundo todo (Hernandes, 2015, ps. 440, 443)¹.

Todo este aparato não intimidara Jesus, mas ele revela o seu poder, ele tinha pleno controle sobre aquela situação, Jesus não fora preso, mas se entregou para cumprir as sagradas escrituras.

O sinédrio tinha a seu dispor um grupo de soldados para manter a ordem no templo. João 18.3 cita uma “escolta” que consistia em seiscentos homens, um décimo de uma legião. O Sinédrio entendeu que um destacamento de soldados seria prudente e necessário para evitar qualquer tumulto. E aquele grupo seguira armado até os dentes (Mc. 14.43). Isso nos mostra ainda mais o poder de Jesus.

Meus irmãos, hoje a nossa grande necessidade é de Jesus, ele não mudou, sem ele nós não somos nada e nada podemos fazer (Jo 15.5), com ele somos mais que vencedores (Rm 8.37), com ele podemos enfrentar quaisquer situações (Fl 4.13). Não sei quais são os seus dramas, as circunstâncias que lhe cercam, mas eu sei que Jesus não mudou, ele é o mesmo ontem e hoje e para sempre. Somente Jesus.

Nota

1-Lopes, Hernandes Dias – João: As glórias do Filho de Deus – São Paulo: Hagnos, 2015.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

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PRINCÍPIOS PARA VIVER E VENCER

 Ao lermos a biografia do herói da fé Jorge Muler, podemos aprender muito sobre seu exemplo de oração e fé. Conta-se que certa vez o Dr. A. T. Pierson foi hospede de Jorge Muler no seu orfanato. Depois que todos se deitaram, Jorge Muler o chamou para orar dizendo que não havia coisa alguma em casa para comer. Dr. Pierson quis lembrar-lhe que o comércio estava fechado, mas Jorge Muler bem sabia disso. Depois da oração deitaram-se, dormiram e ao amanhecer a alimentação já estava suprida e em abundância para duas mil crianças.

Nem o Dr. Pierson, nem Jorge Muler chegaram a saber como a alimentação foi suprida. A história foi contada naquela manhã só Sr. Simão Short sob a promessa de guardá-la em segredo até o dia da morte do benfeitor.

O Senhor despertara essa pessoa do sono e o chamara para levar alimentos suficientes para suprir o orfanato durante um mês, isso sem ele saber coisa alguma da oração de Jorge Muler e Dr. Pierson.

Jorge Muler  disse: “Muitas vezes tenho-me colocado na posição onde não tinha recursos; não só com 2100 pessoas comendo diariamente as mesas, mas também todo o resto necessário para suprir, e todos os fundos esgotados, 189 missionários para sustentar e sem coisa alguma; cerca de cem colégios com mais ou menos 9000 alunos e sem nada na mão; quase quatro milhões de tratados para distribuir e todo dinheiro gasto”, só lhe restava orar e confiar na providência divina, e Deus nunca o deixou abandonado.

Ao olharmos para a palavra de Deus, podemos tirar algumas lições preciosas para vivermos hoje.

1-RECONHEÇA QUE AS VITÓRIAS DO PASSADO, NÃO GARANTEM VITÓRIAS HOJE ( Mc 9.17-29; Js 6-7) – Os evangelistas(sinópticos) nos falam que os discípulos ao serem enviados por Jesus foram bem sucedidos, realizaram sinais e maravilhas. Mas, em um determinado dia, um homem trouxe o seu filho possesso e os discípulos não puderam fazer nada, não puderam expelir aquele espírito ( Mt 17.14-21), então os discípulos ficaram em aperto diante dos escribas e fariseus. Anteriormente eles haviam realizado milagres, curas e sinais (Mc 6.7-13). Eles não estavam prontos para enfrentar aquela casta de demônios. Quando perguntaram a Jesus, porque eles não puderam expulsá-lo¿ Jesus respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum (Mc.9.28,29).

No livro de Josué podemos contemplar Israel conquistando vencendo os inimigos, conquistando outros povos, mas em um dia ao enfrentar a pequena cidade de Ai, Israel foi derrotado (Josué 7), pois Acã havia desobedecido a palavra de Deus.

Cada vitória deve nos levar para mais perto de Deus e não para distante dele. Não podemos ficar apenas olhando para as vitórias do passado, como era a nossa vida de comunhão com o Senhor, mas precisamos continuar a cada momento conhecendo a Deus, através da comunhão, isto é, da oração e jejum, para vencermos os nossos desafios.

Para vencermos hoje, não permita que o seu coração lhe engane, fazendo-o pensar que as vitórias do passado vão lhe garantir vitórias hoje.

2-RECONHEÇA QUE A SUA GRANDEZA ESTÁ EM DEUS (Gn 39.2-23; 41.51,52; I Cr 29.10-13)- Quando olhamos para a vida de José, ele tinha tudo para ser um homem triste, depressivo, desanimado, murmurador, etc., pois quando era adolescente foi abandonado e vendido por seus irmãos, acusado falsamente pela esposa de seu senhor, esquecido na prisão por seu amigo, contudo José não deixou de confiar em Deus, de depender do Senhor. O pastor Jonathan Edwards disse: “a glória de Deus está na dependência do homem”, assim podemos contemplar a grandeza a grandeza de José, pois ele era um homem totalmente dependente de Deus.

Ao ser promovido como o segundo homem mais importante do Egito, não permitiu que o orgulho dominasse a sua vida. Não se vingou dos seus irmãos depois da morte de seu pai, mais reconheceu a providência divina em sua vida Gn 50.18-21.

Em nosso viver precisamos depender de Deus em nossa caminhada, certos de que é ele quem engrandece e humilha (I Sm 2.7; Isaías 2.12), e que sem ele nada somos (Jo 15.5). Ao olharmos, para o jovem Davi, cuidando das ovelhas de seu pai, quem poderia dizer que ele um dia seria rei¿ Mas Deus estava preparando-o para ser o grande rei de Israel. Pois, foi o Senhor quem o tirou do meio das malhadas como nos diz a sua palavra: “Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel. E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra”( I Cr 17.7,8).

E, Davi, como um homem segundo o coração de Deus, disse: “Teu, Senhor, é o poder a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glórias vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo da força”(I Cr 29.11,12).

Oh! Meus irmãos, nós precisamos ter a mesma visão e viver na dependência de Deus, assim como José e Davi, certos de que nada foge do controle do Senhor, só ele é digno de honra e glória, assim podemos dizer, somente a glória de Deus.

3- RECONHEÇA QUE É DEUS QUEM LHE DAR A VITÓRIAS ( 2 Rs 19.32-37; 2 Cr 20.1-30)– O rei Ezequias  decidiu depender do Senhor diante das afrontas do rei da Assíria (2 Rs 18.19-37; 19.1-34), ele se voltou para o Deus,  consultou o profeta Isaías, o qual o consolou e o aconselhou a confiar tão somente em Deus. Ezequias orou e confiou em Deus e não se deixou levar pelas ameaças, e Deus lhe concedeu vitória, como nos diz a sua palavra: “Então naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres”(2 Rs 19.35).

Como homens e servos de Deus não estamos isentos de enfrentarmos lutas, mas se queremos vencer precisamos fazer como Josafá fez diante de inimigos que se levantara contra ele. O rei Josafá admitiu a sua fraqueza, se derramou perante o Senhor e ouviu o seu servo Jaaziel e Deus lhe concedeu vitória (2 Cr 20.1-30). Josafá nos ensina que diante dos inimigos, das dificuldades, nós precisamos buscar a Deus com todo o nosso ser, certos de que ele nos ouvirá, como também devemos confiar na palavra de Deus, pois o nosso Deus é fiel e zela por sua palavra.

Meus irmãos o Deus que deu vitória a Ezequias e a Josafá, é o nosso Deus, nele precisamos confiar sem duvidar, mas quando ele te abençoar, reconheça o seu poder gracioso para contigo e renda glórias ao seu nome. Como nos ensina o salmista Davi: “bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios”(Sl 103.2).

Portanto, meus irmãos, o mesmo Deus que ouviu as orações de Jorge Muler e lhe deu grandes vitórias também é o nosso Deus. Precisamos viver cada dia em comunhão com Ele, independente das circunstâncias, certo de que com ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

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A NOSSA MAIOR NECESSIDADE É DEUS

Êxodo 33.15

Nos dias atuais marcado pelo materialismo, o homem o trocou Deus por suas bênçãos, mas a nossa maior necessidade não são as bênçãos de Deus, mais é Deus.

No texto de êxodo 33 podemos contemplar a visão de Moisés sobre a importância da presença de Deus. Israel havia pecado construindo o bezerro de ouro, e Deus ficou irado com o povo, se afastando do meio deles por causa da desobediência. Quando Moisés desceu do monte viu o mal que o povo praticara, deixando de adorar ao Senhor para adorar um bezerro. Então disse o Senhor a Moisés que o anjo iria adiante do povo, mas Moisés disse ao Senhor: “Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar”. Com base em êxodo vamos aprender algumas lições.

1-O PECADO NOS AFASTA DE DEUS (Êx. 32.9,10,30-35; 33.4,5)- Quando Moisés subiu ao monte para falar com Deus e passou quarenta dias e quarenta noites o povo ficou impaciente e pensando que Moisés não retornaria, e fizeram para si um ídolo ( Êx 32.1,2), e isso entristeceu ao Senhor de tal maneira que ele não queria mais  caminhar no meio do povo (Êxodo 33.5).

Deus ao libertar o seu povo da escravidão do Egito, escolheu para ser um povo santo. Agora pense na tristeza de Moisés, guiar aquele povo sem a nuvem do Senhor, sem a coluna de fogo sem a presença dos sinais visíveis da presença do Deus. Ele entendeu a gravidade do problema que seria conduzir aquele povo sem a presença de Deus.

O pecado provoca a ira de Deus, faz ele se afastar do meio do seu povo, e como consequência escraviza o homem e o leva para a morte. Por isso podemos contemplar Moisés clamando a misericórdia do Senhor ao interceder pelo povo diante de Deus (Êx. 32.11-24, 30-35; Dt 9.25-29).

Ah! Como é triste quando o povo de Deus desobedece aquele que o libertou da escravidão do pecado. Meu irmão não podemos brincar com o pecado, mas precisamos nos afastar de tudo aquilo que tenta nos afastar de Deus.

O profeta Isaías nos diz que a mão do senhor não está encolhida para que não possa salvar, surdo o seu ouvido para que não possa ouvir. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”(Isaías 59.1,2).

Portanto, se você está vivendo em pecado arrependa-se e clame pelas misericórdias do Senhor, como Moisés fez pelos filhos de Israel, porque só no Senhor a perdão e verdadeira restauração.

2-NADA PODE SUBSTITUIR A PRESENÇA DE DEUS (Êx. 33.2,3) – Deus prometeu enviar o seu anjo adiante do povo. Eles viram o mal que praticaram, ouvindo o que Deus falara, pratearam e tiraram seus atavios ( Êx. 33.4,5).

É interessante observarmos que Deus prometeu a Moisés enviar o anjo, lhe dar vitórias sobre os seus inimigos e a terra que manava leite e mel. Alguém poderia dizer está bom Senhor, mas o que um anjo comparado com o Senhor Deus todo poderoso, criador e sustentador. Os anjos são apenas seres criados por ele. Deus prometeu vitória sobre os inimigos de Israel, mas o que são as vitórias sem a presença de Deus? O que é a terra que mana leite e mel sem a presença de Deus? Ah! Como hoje a igreja precisa entender que a nossa maior necessidade é Deus.

As suas bênçãos sem a sua presença conosco em nosso viver, não tem sentido, ficamos vazios. Quantas pessoas tem bens matérias, tais como, casas luxuosas, carros, dinheiro, etc. mas são vazias, secas, sem esperança, sem amor sem vida, mesmo estando vivas.

O profeta Ageu advertiu o povo de Israel dizendo que a prioridade da nação deveria ser o Templo do Senhor, não casas luxuosas ( Ag. 1.1-11). Assim como o Tabernáculo o Templo era símbolo da presença de Deus para Israel. Jesus nos ensina que o reino de Deus deve ter a primazia em nossas vidas.

Nada pode substituir a presença de Deus em nossa vida neste mundo.

3- PORQUE DEUS ERA E É A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DE ISRAEL  (Gn. 12.1-9; 22; 32.27,28; 35.9-12; Êx. 12.1-51; 13.17-22; 40.34-38; Nm 9.15-23) –Quando olhamos para a Palavra de Deus podemos ver Deus chamando Abraão do meio de sua parentela, lhe dando um filho Isaque, transformando Jacó em Israel e resgatando os seus descendentes da Escravidão do Egito.

Moisés conhecia a história dos seus pais, aqui de maneira maravilhosa podemos ver ele dizer: “Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? (Êx. 33.16b). Todo o contexto histórico nos mostra que a razão da existência de Israel era o Senhor Deus.

A presença de Deus era indispensável para Israel continuar existindo, pois ele era o verdadeiro sentido da vida. Sem a presença de Deus as vitórias sobre os inimigos, a terra prometida, não teriam sentido. O principal alvo de Moisés não era uma terra que manava leite e mel, mas uma terra santa onde Deus estaria presente com o seu povo. Pois a presença de Deus fazia de Israel um povo diferente dos demais.

Meus irmãos assim como Moisés hoje também nós precisamos entender que a nossa maior necessidade é de Deus, pois somente com Ele nós podemos viver de forma diferente, caminhar desfrutando de sua comunhão e proteção no meio deste mundo que mais parece um deserto desafiador. Ele é o Deus vivo, poderoso, o Deus presente que nos dá força para viver (Isaías 41.10). O evangelho da graça, nos ensina que ele está conosco, pois ele é o Deus Emanuel (Mt 1.23), e que sem ele nada podemos fazer (Jo 15.5), mas com ele nós somos mais que vencedores (Rm 8.37).

Portanto, a igreja hoje, precisa ter esta consciência, que muito mais do que bênçãos, nós precisamos da presença de Deus em todos os momentos da nossa vida, porque sem ele não vale apenas você ter vitórias, casas luxuosas, carros, filhos, etc. Ele é a razão do nosso viver. Ele é o nosso Salvador. Sem ele, a vida não tem sentido, é isso que as sagradas escrituras nos ensinam.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

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DAVI UM HOMEM QUE MARCOU A SUA GERAÇÃO

1 Samuel 17.1-58

O escritor Charles R. Swindoll certa vez disse: “nosso mundo necessita desesperadamente de modelos dignos de serem seguidos. Heróis autênticos. Pessoas integras, cujas vidas nos inspirem a ser melhores”¹(1998, p.9).

Algumas pessoas hoje, ao olharem para os heróis da fé do passado, falam: Senhor, acho que eu nasci na época errada! Porque eu não nasci na época dos reformadores Martinho Lutero, Calvino e Knox? Porque eu não vivi, na época do Grande Avivamento do século XVIII e fui amigo Jonathan Edwards, George Whitefield? Se, você ficar atento poderá ouvir Deus lhe falar: porque os meus desígnios para você são para esta geração.

O Dr. Lucas ao falar sobre o rei Davi disse: “Porque na verdade, tendo Davi servido a sua própria geração, conforme os desígnios de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção” (At. 13.36). Davi foi um homem que marcou a sua geração conforme os propósitos divinos. Entretanto, devemos perguntar: porque Davi marcou a sua geração? No texto de 1 Samuel 17.1-58 podemos encontrar a resposta para a nossa indagação(ões) e aprendermos com ele, para marcar a nossa geração.

1-Porque ele não temia os desafios (1 Samuel 17.32) – A vida de Davi foi marcada por lutas e desafios, desde a sua mocidade. Ainda jovem, como pastor de ovelhas enfrentou feras, como leão ou urso (1 Sm 17.34,35). Ao ser enviado, por seu pai, ao arraial do exército de Israel para levar alimentos e saber como seus irmãos estavam (1 Sm 17.17-19), se deparou com o grande duelista filisteu desafiando o exército de Israel. Davi não teve medo do incircunciso Golias e dispõe-se a pelejar contra ele (1 Sm. 17.32). Ele não temeu o desafio, mas estava pronto se possível a morrer, como disse o pastor Martin Luther King:“Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, então você não está pronto para viver”, ele estava pronto a tirar a afronta de sobre Israel, o exército do Deus vivo (1 Sm.17.26), na certeza de que Deus lhe concederia a vitória independente do experiente gigante.

O Precursor da Reforma Protestante Jerônimo Savonarola (1452-1498) disse: “Se não a inimigos, não a lutas, se não lutas não a vitórias”. Se queremos ser vitoriosos e marcar a nossa geração, precisamos enfrentar os desafios que surgem diante nós, sem temor, assim como Davi.

2-Porque ele não deu ouvidos a voz dos críticos e pessimistas (1 Samuel 17.28,33,42)-Quando Davi disse que iria enfrentar o gigante, ninguém o incentivou, antes ele foi criticado, desanimado, por seus irmãos, e pelo rei Saul. Saul disse que ele não poderia enfrentar Golias, porque ele era moço, e golias guerreiro desde a sua mocidade (1 Sm 17.33), ele foi desprezado pelo gigante 1 Sm 17.42. Contudo, Davi não deu ouvidos aos críticos e pessimistas.

Quando olhamos para a vida do presidente americano “Abraham Lincoln (1809-1865), que decretou a emancipação dos escravos. Foi considerado um dos inspiradores da moderna democracia tornou-se uma das maiores figuras da história americana. Elegeu-se Deputado por Illinois. Defendia a causa dos pobres e humildes. Formou-se em Direito. Elegeu-se Deputado Federal e incentivou a criação de novas industrias no Norte do país. Foi eleito o primeiro presidente pelo Partido Republicano, que ajudou a fundar. Foi o 16º presidente dos Estados Unidos. Enfrentou a Guerra da Secessão, por longo período de seu governo. Com a vitória do Norte, foi reeleito para presidente”. Parece que ele viveu em um tempo fácil, mas vejamos um pouco mais sobre a sua vida.

Abraham Lincoln (1809-1865) nasceu na cidade de Hardim no Kentucky, Estados Unidos. Filho dos camponeses Thomas Lincoln e Nancy Lincoln, quando pequeno viveu numa casa de madeira, a beira da floresta. Frequentou a escola durante um ano, quando em 1816 sua família mudou-se para Indiana. Com sete anos já trabalhava no campo. Ficou órfão aos nove anos de idade. Seu pai casa com Sarah Bush Johnston, que ficou responsável por sua instrução.

Abraham Lincoln teve vários empregos, foi lenhador, trabalhou numa serraria, foi barqueiro, balconista e Chefe dos Correios da Aldeia de Salem em Illinois. Como barqueiro, em 1831, navegava pelos rios Missisípi e Ohio, transportando mercadorias. Nas horas vagas se dedicava à leitura. Participou como Capitão voluntário, na luta contra os índios no sul do Estado. Foi chefe dos correios e trabalhou na demarcação de terras para o governo.

Em 1834 elegeu-se Deputado pela Assembleia de Illinois. Estudou Direito, formando-se em 1837. Trabalhou defendendo as causas dos pobres e humildes. Em 1842 casa-se com Mary Todd. Em 1846 elegeu-se Deputado Federal. Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, o que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos defensores da escravidão. Fez oposição a invasão de terras no México, mas no fim do conflito novas terras foram anexadas aos Estados Unidos. Sua posição o fez perder muitos votos. Lincoln fazia campanha para que essas novas terras ficassem livres da escravidão.

Concorreu para o senado, foi derrotado, afastou-se da política durante cinco anos. Seus discursos e debates em torno da escravidão os tornou conhecido e popular. Em 1854 participou da fundação do Partido Republicano.

Grandes transformações sociais ocorriam no país. Ao norte, desenvolvia-se uma rica e poderosa burguesia industrial e uma classe operaria organizada e numerosa, apoiada pelo Partido Republicano. Ao sul, consolidou-se a supremacia aristocrata rural, com grandes propriedades agrárias, apoiadas na monocultura e no trabalho escravo. A rivalidade política entre o Partido Democrata, dos aristocratas do sul, e o Partido Republicano da burguesia industrial do norte, gerava vários conflitos.

A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas.

Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental.

Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra. Em apenas um ano, duplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte.

Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial.

A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox.

Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Lincoln morreu na manhã do dia seguinte¹. Assim como Davi Lincoln enfrentou muitas críticas e os pessimistas e triunfou sobre todos, não se deixou intimidar por isso ele marcou a história da sua geração.

Meu irmão, Deus está nos dando o privilégio de viver nesta geração, sabemos que não é fácil, como não fora na época de Davi, de Lincoln ou dos reformadores ou dos avivalistas, mas confiados em Deus, não podemos nos intimidar diante dos críticos, pessimistas se queremos marcar esta geração. Precisamos nos levantar e fazer a nossa parte na certeza de que o nosso trabalho não será em vão. Não podemos só ficar olhando para o passado, precisamos olhar para o nosso presente e perguntar: o que eu estou fazendo para marcar a minha geração? Vamos começar fazendo coisas pequenas, e Deus nos preparar para fazermos coisas grandes, que ainda não sabemos.

3-Porque ele lutava em nome do senhor dos exércitos (1 Samuel 17.37, 42) –

É importante notarmos que Davi decidiu lutar, não em nome de Saul, de sua família, para ficar famoso, etc. Ele disse eu vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos. O “nome” para os autores bíblicos, é mais que uma junção de letras. Ele representa a própria essência da pessoa que o carrega, o que Davi estava dizendo era “SENHOR dos Exércitos” eu vou contra você, firmado em Deus. O verdadeiro comandante supremo do seu povo escolhido, dos exércitos de Israel, o Deus todo poderoso, ontem, hoje e sempre. Ah! meu irmão, isto fez toda diferença na vida do guerreiro Davi. Ele estava dizendo, eu não vou te enfrentar confiado em minha experiência, nas minhas armas, em Saul, mais confiado naquele que nos dá a vitória, pois dele é a guerra. Muitos hoje estão desanimados, derrotados, sem expectativa porque foram derrotados e humilhados pelo inimigo. Perderam a batalha porque confiaram em dinheiro, seus amigos, em seus títulos, etc.

O rei Josafá diante de uma confederação de inimigo, que se levantara contra Israel disse: “Ah! Senhor Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”( 2 Cr. 20.12). Josafá confiou em Deus e o Senhor lhe deu a vitória, e assim os moradores daquelas terras viram quem era o Deus de Israel, como nos diz crônicas: “Veio da parte de Deus o terror sobre todos os reinos daquelas terras, quando ouviram que o Senhor havia pelejado contra os inimigos de Israel (2 Cr 20.29).

Em nome de quem você está enfrentando as dificuldades, os seus problemas? Em nome de seus familiares, dos seus amigos, em nome do presidente, etc. Não, não, não!!! Levante-se, lute em nome do Senhor, ele não mudou, continua sendo o mesmo, tem em suas mãos o controle de tudo e de todas as coisas, só ele é quem nos dá a vitória sobre todos que nos desafiam. O senhor fala conosco através do profeta Isaías “Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, 10não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41.9b,10).

4-Porque o propósito de Davi era a glorificar a Deus (1 Samuel 17.46,47)-

O jovem Davi tinha um alvo maior do que os seus compatriotas. Ele queria vencer o gigante filisteu para manifestar a glória de Deus, vede o que ele disse: “Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos” (1 Sm 17.46,47). O propósito principal de Davi era engrandecer o nome do Senhor em toda a terra. Não era fazer o seu nome conhecido, mas o nome do Deus de Israel. Saberá toda terra que há um Deus que salva. E, assim Davi derrotou Golias. Paulo ao escrever a igreja de Corinto nos ensina dizendo: “ Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (1 Co.10.31). A pergunta de número um do Breve Catecismo de Westminster: Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre³.

Como nós podemos viver para a glória de Deus? Vivendo de conformidade com a sua Palavra, que é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar (Lc 24.27,44; 2 Pe 3.2, 15,16; 2 Tm 3.15-17; Jo 15.10,11; Is 8.20 e Jo 20.30,31).  Se vivermos firmados na Palavra nós não vamos temer os gigantes que se levantam tentando nos intimidar, derrotar, etc. Nós vamos marca a nossa geração e o mundo vai ver que somos do Senhor, e só ele nos faz vencedor.

Meu amado, Deus está nos dando um grande privilégio de vivermos nesta geração, não podemos nos intimidar diante dos desafios, dos críticos e pessimistas ou dos gigantes que estão diante de nós, mas vamos enfrentar os gigantes sem nos deixar levar por aqueles que não conhecem a Deus. Vamos lutar em nome do Senhor e para a glória do Senhor.

Referência Bibliográficas

1- Swindoll, Charles R. Davi: um Homem segundo o Coração de Deus. – 1ª Ed.– São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1998

2-Frazão, Dilva. Biografia de Abraham Lincoln, Disponível em https://www.ebiografia.com/abraham_lincoln/ acesso em 08.08.2017

3- Martins, Valter Graciliano (organizador)-O Breve Catecismo. 1ª Ed. Especial – São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1991

Sobre o autor Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE.

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O DESERTO: A ESCOLA DO POVO DE DEUS

Números 1.1; 9.15-23

O pastor e escritor Hernandes Dias Lopes em uma de suas meditações disse: “ o deserto não é um acidente de percurso e sim a escola de Deus”.

Conforme nota introdutória da Bíblia de Genebra sobre o livro de Números, “Na bíblia Hebraica, o título do livro é derivado da quinta palavra hebraica do primeiro versículo, que pode ser traduzida como “no deserto” – uma descrição apropriada do conteúdo do livro. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego (a Septuaginta) seus livros receberam títulos gregos. Nesse caso, foi adotada uma palavra grega que descreve apenas as listas dos homens de guerra: arithmoi ou “números”¹(2009 p. 180). O título no deserto é muito apropriado, uma vez que este livro descreve a experiência do povo de Israel durante os quarenta anos de peregrinação no deserto.

Neste momento, convido você para aprendermos algumas lições preciosa que encontramos no livro de números para enfrentarmos os desertos da vida.

1-O deserto faz parte do plano de Deus (Nm (1.1; Dt 8.1-10) – O deserto fazia parte do plano pedagógico de Deus para o seu povo. O deserto foi uma grande escola para o aprendizado de Israel, onde ali fora provado por Deus durante um período de peregrinação.

No deserto, podemos ver quem realmente era Israel, uma vez que tinha sido escravo no Egito, e agora iria viver sem julgo, em liberdade. Deus sabia que aquele povo precisava aprender a viver uma nova história.

O Senhor é onisciente e sapientíssimo, ele bem sabia que Israel precisava ser treinado na escola do deserto, para aprender a viver no caminho da obediência (Dt. 8.2), pois Israel era pequeno, medroso, murmurador, se deixou levar pela idolatria dos povos vizinhos, desobediente a Deus (Ex 32.1-10), etc.Os acontecimentos do deserto nos mostra a fidelidade de Deus, não obstante os erros de um povo pecador.

São nos momentos difíceis, que realmente o homem revela quem ele é, ser crente quando tudo está bem é fácil, mas no meio das dificuldades não é. Quando você recebe o diagnóstico de uma enfermidade, quando os seus projetos não dão certo, quando os seus familiares o abandonam, quando tudo parece dar errado, muitos murmuram, choram, dizem que Deus o abandonou, que não adianta servir ao Senhor, etc.

Nós precisamos nos conscientizar, que as dificuldades que surgem em nossas vidas, não é por acaso, Deus está no controle. Lembre-se, que este momento não será o fim, mas faz parte do nosso desenvolvimento na jornada da vida. São nas dificuldades que Deus prepara os seus escolhidos para algo maior e melhor.

2-No deserto o povo precisava confiar na direção divina ( Nm 1.1; 2.1; 4.1; 9.15-23;10.34-36; Êx 13.21,22)
– Ao lermos o livro de números, podemos ver Deus constantemente falando com Moisés dando-lhe as orientações para a jornada do povo naquele lugar difícil. O que o povo precisava fazer, era tão somente obedece e confiar nas instruções que Moisés recebia de Deus, independente das circunstancias ou da visão humana.Israel não poderia pegar atalhos ou olhar para os povos vizinhos, precisava seguir a direção divina.

É isso que devemos fazer como povo de Deus neste mundo, não importa o deserto. Não devemos fixar os nossos olhos nas dificuldades, mas precisamos confiar que Deus está conosco em todos os momentos como Ele nos ensina em sua palavra, para que assim possamos vencer os desertos da vida.

Portanto, você precisa fitar os olhos em Jesus, como diz Hebreus: “fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hb 12.2). Este olhar implica em fé e obediência.

3-No Deserto vemos o poder Soberano de Deus (Nm 10.35,36; 11.1-35; 16.1-40; 17.1-12)-
 O livro de número manifesta o poder soberano de Deus na história, apesar dos obstáculos, dos grandes perigos e do fracasso do povo.

Em números Deus revela o seu poder, conduzindo povo em segurança durante aqueles quarenta anos, de dia e de noite, livrando de inimigos, serpentes abrasadoras, suprindo a necessidades do povo, tanto de água como de pão, como número nos mostra Deus suprindo as necessidades do povo mandando o maná 11.7-9; carne 11.23,31-35; água 2.2-13; curando 21.4-6; dando vitória sobre os seus inimigos 21.21-35; 31.12, livrando das maldições 23:23, etc.

Números revela o poder soberano de Deus até mesmo ao disciplinar os seus filhos, com o propósito de levar o seu povo à terra prometida, e ensinando-os que o segredo da vida de Israel estava na obediência ao Senhor.

Meu irmão, os propósitos de divinos não falharão, mesmo que o seu povo seja fraco, pobre, não tenha poder militar, ele cumprirá as suas promessas e os seus planos, concernente ao seu povo eleito.Nós precisamos crer nele, depender tão somente dele, para enfrentarmos os as nossas dificuldades, certos de que ele não mudou.

4- No deserto vemos a misericórdia de Deus (Nm 12.1-16; 14.13-38) –
 No deserto podemos contemplar o fracasso do homem que é capaz de alcançar os padrões de Deus por sua própria força ou vontade. Neste livro os pecados de Israel são apresentados de maneira clara, em contraste com a fidelidade do Deus da aliança, que permanece sempre fiel. Mesmo, Moisés um homem tremendo, pecou e não lhe foi permitido entrar na terra prometida 20.9-11; 27.12-14, assim aprendemos que mesmo os melhores homens, são fracos, pecadores que necessitam da misericórdia de Deus.

Mesmo Deus presente, guiando, protegendo e alimentando a nação, Israel, não deixou de pecar, pois se deixou levar pela idolatria Êx 32; teve saudade das comidas do Egito 11.1-9; inveja 12.1-3; sedição 14.1-12; rebelião e rebeldia 16.1- 50; desobediência de Moisés 20. 2-13; faram mal contra Deus 21.5-9; prostituição com as mulheres moabitas 25.1-18 foram muitas as desobediências no deserto, mas o Senhor revelou a sua misericórdia não destruindo a nação.

Oh! Irmãos nós também somos pecadores como os israelitas, desobedientes, murmuradores, ingratos, etc. Se não fosse as misericórdias de Deus aonde estaríamos nós? Mas, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, se renovam a cada manhã (Lm 3.22). Porque Deus é misericordioso ele perdoou o seu povo, e assim também está pronto para perdoar os que arrependidos se derramam aos seus pés.

Nas misericórdias do Senhor podemos contemplar a sua graça salvadora para com o miserável pecador indigno ainda hoje. Portanto, precisamos proclamar alto e a bom som, somente a graça, pois se não fosse a graça do Senhor a vida humana seria uma grande desgraça.

Meus queridos, como peregrinos nesta terra não estamos isentos de passarmos por desertos. Mas Deus tem propósito para você e para mim, precisamos tão somente seguir a sua orientação, obedecendo a sua vontade, certos de que o Senhor é soberano e nada foge ao seu controle. Nós somos fracos e miseráveis pecadores, mas Cristo realizou o sacrifício suficiente para salvar todo aquele que nele crer. Em Cristo podemos vencer os desertos deste mundo tenebroso, pois com Ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.

Referência Bibliográfica
1-Bíblia de Estudo de Genebra. 2. Ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE

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DANIEL UM HOMEM DIFERENTE


Daniel 6.1-28

Segundo documentos da igreja, por volta do ano 169 d. C. Policarpo era bispo de Esmirna. Ele já estava velho ao saber dos horrores que eram praticados contra os cristãos, a mandado de Roma. Ele foi ameaçado mais não queria retirar-se da cidade. Convencido por seus irmãos refugiou-se em uma fazenda e ali orava. Certo dia, se ausentou, os soldados romanos chegaram e levaram preso dois empregados e, um destes submetido a torturas o denunciou. E assim quando estava em sua casa os soldados romanos chegaram para prendê-lo. Ele preparou comida e bebida e pediu, para surpresa de todos que o deixassem orar como recompensa. Deram-lhe a permissão e ele orou por duas horas em voz alta. Isto deixou todos impressionados, pois como poderia um velho, assim indefeso e tão puro?
Terminada a oração, foi levado para Esmirna para ser sacrificado. No caminho tentaram convencê-lo dizendo: ora que mal há em dizer: “Senhor César” e sacrificar aos deuses como de costume, se assim salvas a tua vida? Ele respondeu não hei de fazer como me aconselhais. O Levaram para o estádio. Na presença do procônsul, foi exortado abandonar sua fé em Jesus Cristo, que jurasse pelo imperador. Ele respondeu: “faz oitenta e seis anos que sirvo ao Senhor e nenhum mal me fez, como hei de negar ao Senhor que me salvou”.  Em seu diálogo com o juiz, foi ameaçado primeiro com as feras, e depois ser queimado vivo, ele respondeu: “o fogo que o juiz poderia acender demoraria pouco, e se apagaria, mas o castigo do inferno era eterno”. Ante a sua firmeza ele foi condenado a fogueira. No meio ao fogo que começava a devorá-lo, orou agradecendo o privilégio de ser contado entre os mártires por amor a Cristo e por fidelidade ao seu salvador(J. Gonzalez).
A vida do profeta Daniel foi um vida diferente. Ele foi arrancado da sua terra ainda jovem, perdeu sua família, sua cidade, seu país. Seu passado foi marcado por dores, mas ao chegar na Babilônia não abandonou a sua fé no Senhor dos Exércitos, não obstante um presente de oportunidades, ele se firmou em Deus. Por isso, você e eu somos desafiados por Daniel a fazermos diferença nesta atualidade em que estamos vivendo. Como podemos ser diferentes hoje? Porque Daniel foi um homem diferente, mesmo vivendo na Babilônia¿

1-Porque ele estava firmado na palavra de Deus(Vivendo firmado na PALAVRA DE DEUS) Dn 6.5 – Ao olhamos para história de Judá, depois da morte do rei Josias, o povo passara a viver  como se nunca tivesse ouvido falar de Deus. Eles esqueceram o Avivamento (Reforma feita por Josias), não ouviram os profetas de Deus. Surgiram falsos profetas que confundiram a mente do povo, sacerdotes sem compromisso com o Senhor e sua Palavra, a nação foi invadida pela idolatria, injustiça, feitiçaria, corrupção, etc. Como consequência da decadência espiritual, foram levados para o cativeiro, conforme Deus tinha falado através do profeta Jeremias (Lamentações de Jeremias). Mas, nem todos deixaram de confiar em Deus e sua Palavra, muitos se votaram para Deus em meio ao caos da derrota, da tristeza e deportação para a Babilônio. Veja o exemplo de Daniel. Na Babilônia, ele fundamentou a sua vida na Lei do Senhor Dn 6.5,9. Foi com a sua vida firmada na Palavra de Deus que Daniel mesmo no cativeiro fez diferença. Ele poderia ter se conformado ao mundo babilônico, pois ali foi promovido e passou a assistir diante do rei(Dn 1.19-21), foi um dos presidentes nomeado por Dario (Dn 6.1.2), não obstante o seu presente de oportunidades, ele continuou firmado na Palavra de Deus.
Meus irmãos, quando a igreja da Inglaterra estava no caos espiritual, os puritanos firmaram suas vidas e pregaram só a Palavra de Deus. O escritor J. I. Packer disse: “para os puritanos a Bíblia em seu todo e em suas partes era o pronunciamento de Deus… e servir a Deus significava obedecer a Bíblia”(Entre os Gigantes de Deus). Nesta atualidade muitos não querem fundamentar suas vidas na Palavra, mas querem viver uma vida sem as Santas Escrituras. Como cristão não podemos viver assim, mas se queremos fazer diferença hoje, precisamos fundamentar a nossa conduta na Palavra viva e eficaz, porque só na Bíblia nós  encontramos “todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para glória dEle, para salvação, fé e vida do homem…”(Conf. de Fé de Westminster). Deus não quer que você apenas leia ou ensine a Palavra(Bíblia), é preciso obedecê-la, para sermos diferentes neste mundo pós-moderno tão desafiador. Nós precisamos evidenciar os ensinamentos da Palavra de Deus em nosso viver. Para que possamos ver vidas transformadas, igrejas mortas avivadas, a nossa nação impactada pelo fogo do Espírito Santo, como povo de Deus precisamos viver de conformidade com a Palavra de Deus.
Portanto, não importa quais são os seus dramas, olhe para o exemplo de Daniel, que mesmo em meio as lutas e problemas da vida se firmou em Deus e sua Lei. Eu não sei quais são os seus problemas, mais eu sei que o nosso Deus é maior do que os nossos problemas e se interessa por você. Pare de lutar sozinho, firme-se na Palavra de Deus e viva para honra e glória dEle.

2- Porque ele era um homem de oração (Dn 6.10,11,13; 9.3-19)
A palavra hebraica para oração é תפלה que significa pedir, suplicar, que abrange todos os aspectos da invocação. A oração fazia parte da vida de Daniel, sua intimidade com Deus era conhecida por aqueles que não conheciam a Deus. Quando aqueles homens invejosos procuraram atingir Daniel, eles fizeram o rei assinar um decreto que proibia qualquer homem fazer petição a outro deus senão ao imperador Dn 6.4-7. O objetivo deles era atingir Daniel, porque eles bem sabiam da integridade e fidelidade de Daniel ao seu Deus.
Daniel quando soube que o decreto tinha sido assinado não se intimidou, não se preocupou com o seu cargo, sua posição no Império Babilônico, mas passou a buscar ao Senhor de todo o seu coração, isto é, chegou-se diante de Deus com a totalidade do seu ser, com humildade, pois a verdadeira oração abrange a pessoa completamente, mas a falsa oração não passa de palavras vazias diante da presença de Deus.
Aqueles homens sabiam que a característica que distinguia Daniel dos demais, poderia ser seu ponto vulnerável, isto é, seu firme compromisso com Deus, e assim apelaram ao orgulho e a vaidade do rei Dario afim de acabar com Daniel, pois a oração fazia parte do cotidiano de Daniel, assim como na vida de: Davi (Sl 40.1ss; Sl 142.1ss),  Elias (I Rs 18.36-38), Moisés (Nm 14.13ss), e Jesus que ensinou seus discípulos a orarem (Lc 22.44; Mt 26.41),foram vidas marcadas pela oração.
Os reformadores e servos usados por Deus, foram homens de oração, não obstante as dificuldades enfrentadas por eles. Não foi de forma perfunctória que João Calvino o grande reformador de Genebra escreveu o maior capítulo das Institutas da Religião Cristã sobre a oração (Inst. III, XX), Para Calvino a “oração é o principal exercício da fé mediante o qual recebemos diariamente os benefícios de Deus”. O patriarca do Presbiterianismo John Knox era um homem de oração, que orava “oh Deus dá-me a Escócia se não eu morro”. A rainha da Escócia temia mais as orações de Knox do que o próprio exército inglês.
Os puritanos foram homens poderosos e fervorosos  diante da presença de Deus. Na Escócia viveu o jovem pastor Robert Murray M`cheyne, que segundo os escoceses este foi o homem que viveu na Escócia que mais se assemelhou a Jesus, não obstante ter morrido jovem com apenas 29 anos, o seu ministério durou apenas seis anos, mas foi muito profícuo. Sua piedade era visível a todos, no domingo de manhã quando ele se dirigia para pregar a igreja, muitos ao olharem para ele, antes dele começar a pregar começavam a chorar. Qual foi o segredo do seu ministério tão abençoado? Foi sua vida de oração, de intimidade com Deus. Whitefield lutava com Deus em oração dizendo: “Se não queres dá-me almas, retira a minha!” David Brainerd falava: “Eís-me aqui, Senhor. Envia-me a mim! Envia-me até os confins da terra: Envia-me aos selvagens habitantes das selvas; envia-me para longe de todo conforto terrestre; envia-me mesmo para morte, se for para teu serviço e para progresso do Teu reino”. Ele mesmo escreveu: “Lutei pela colheita de almas, multidões de pobres almas. Lutei para ganhar cada uma, e isto em muitos lugares. Sentia tanta agonia, desde o nascente do sol até o anoitecer, que ficava molhado de suor por todo o corpo. Mas, ó meu querido Senhor soou sangue pelas pobres almas. Com grande ânsia eu desejava ter mais compaixão”…
A oração é a própria marca dos cristãos ( I Tm 5.5; At 2.42), como disse J. C. Ryle “o habito da oração é uma das características comum aos eleitos de Deus”. Nos dias atuais, muitos cristãos não estão buscando a face do Senhor. Meus queridos nós precisamos de Deus de sua presença, na nossa caminhada no dia a dia. O mundo a nossa volta é desafiador e tenebroso, muitos estão querendo ver a queda do povo de Deus. É preciso despertar enquanto se diz hoje, para uma vida de oração, não deixe para amanhã, busque o Senhor hoje, agora para que assim possamos enfrentar os desafios externos e muitas vezes internos, para que não venhamos nos conformar com este mundo.
Meu irmão, minha irmã, você tem sido um homem ou uma mulher de oração? Tem buscado viver em intimidade com Deus? Ou está preocupado com o seu emprego, amigos, bens materiais, etc. Daniel não permitiu que as bênçãos de Deus o afastasse da presença dEle, por isso, que ele não temeu ser jogado na cova dos leões, porque ele sabia que o nosso Deus é o Deus que age, faz o que quer, quando quer, aonde quer, como quer. Deus respondeu as orações de Daniel. Meu irmão, ore ao Senhor por sua vida, sua família, sua igreja, seus negócios, por nosso país, etc.
A nossa maior necessidade hoje é vivermos na presença de Deus. Se queremos ser diferentes e testemunhas de Cristo nesta Babilônia, precisamos buscar, depender e viver na presença do Senhor na certeza de que ele ouve e responde as nossas orações. Ele está no controle, não se desespere, mas espere no Senhor na certeza que Ele proverá.

3-Porque ele confiava em Deus (Dn 6.23)

Quando estudamos a vida de Daniel, podemos ver a sua confiança no Senhor, desde a sua mocidade ao ser educado juntamente com os seus companheiros na Babilônia, depois de ter sido arrancado do seu país, ele não se conformou com o sistema babilônico, mesmo sendo escolhido para aprender a cultura e a língua dos caldeus, para assistir diante do rei, etc. Podemos dizer, ao ser escolhido para estudar na universidade da Babilônia, ele permaneceu fiel ao Senhor Dn 1.8,9. Mesmo diante de um presente de oportunidades no Império Babilônico, onde ele recebeu algumas promoções, tais como: chefe dos sábios, presidente Dn 1.20,21; Dn 2.17-23,48,49; 4.9;5.11; Dn 6.2). Ele não permitiu que suas promoções o afastassem da presença do Senhor, mais cada dia passou a buscar a  face do Deus Soberano, derramando-se diariamente na sua presença (Dn 6.10), mesmo em um mundo de oportunidades, ele não se corrompeu, mas fez diferença. A confiança de Daniel, era resultante do seu conhecimento do Deus vivo, que age e intervém na história do homem, mesmo sendo transcendente, ele é imanente, onisciente, onipresente e onipotente, por isso contemplamos a sua coragem ao resistir as petulantes tentações, principalmente nos cargos ou funções que ele ocupou. Ele não se conformou com o mundo, mesmo tendo passado por provações no reinado de Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro. Ele não deixou de testemunhar que existia um Deus soberano que dirige e sustenta o mundo e controla todas as coisas(Dn 2.20ss; 5.17ss; 6.20) assim ele marcou a história e continua falando ainda hoje.
A vida de Daniel não foi fácil, foi marcada por lutas e vitórias. Como disse o ex-presidente americano Theodore Roosevelt:” nunca houve um homem que viveu de maneira fácil e cujo nome seja digno de ser relembrado” . Deus estava sustentando o seu servo em cada momento de sua vida. Quando olhamos para outros homens de Deus, podemos ver que eles enfrentaram grande lutas. Olhe para a vida de José filho de Jacó. Um jovem cheio de sonhos e expectativas, foi abandonado pelos seus próprios irmãos e vendido como escravo para o Egito(Gn 37.1-28). No Egito foi acusado falsamente pela esposa do seu senhor e lançado no cárcere (Gn 39.1-20), mas o Senhor era com ele, porque ele confiava em Deus (Gn 39.21-23). Deus não deixa nem desampara aqueles que nEle confiam (Isaías 64.4), foi o Senhor que mudou a situação de José (Gn 41.16,25,37-46). Diante de todas lutas e provações José sabia que Deus estava no controle, conforme podemos ver em sua declaração ao responder aos seus irmãos: “não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.19,20).
Meu querido, nós não estamos vivendo na Babilônia ou no Egito, mas a nossa atualidade é tão desafiadora como no tempo de Daniel. Em nossos dias, os homens são: egoístas, injustos, invejosos, falsos, tanto no mundo como na igreja militante, pois estes buscam tão somente os seus interesses pessoais. Muitos hoje, dizem  que confiam em Deus, mas estão se deixando levar pelas finas iguarias deste mundo.
Hoje, precisamos de homens como Daniel, que mesmo diante das adversidades da vida não se conformou com o mundo, não se preocupou com o seu emprego, com o seu status, antes preferiu ser fiel, ser jogado na cova dos leões, mas não abandonou a sua confiança em Deus (Dn 6.16-23). Não podemos amar este mundo depravado, que cada vez mais tem se afastado do Deus vivo, já é tempo de nos levantarmos como homens e mulheres de Deus para fazermos diferença em nosso país, mesmo que tenhamos que enfrentar o desprezo, a prisão, os leões, etc. O nosso Deus não mudou, foi Ele quem livrou Daniel da cova dos leões, e da mão daqueles que queriam acabar com a sua vida. Portanto, você precisa se entregar a Deus e confiar nEle independente das circunstâncias que esteja passando, na certeza que Deus proverá, ele está no controle da minha e da tua vida. Deus é Soberano, você  foi chamado para honra e glória dEle independente das circunstâncias, quer venhamos viver ou morrer, nós não podemos nos conformar com o mundo, mas obedecer a Deus.
Somente a glória de Deus.

 Autor Pr. Eli Vieira

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Como permanecer encorajado quando você quer desistir (Parte 1)

como-permanecer-encorajado

Este artigo foi adaptado de um sermão por Andy Constable, Pastor Associado da Niddrie Community Church (Edimburgo)

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A caminhada cristã é uma batalha. O ministério é difícil. A liderança é um trabalho desgastante. O apóstolo Paulo escreveu isso em 2 Coríntios 11.28, após lembrar-se de toda uma lista de sofrimentos pelos quais passou:

“Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas”.

Paulo sentia a pressão diária do seu ministério. Ele sentia o fardo de cuidar das igrejas.

Lendo isso, muitos de nós sentem esse mesmo fardo.

Alguns de nós são plantadores de igrejas e sentimos o peso e a responsabilidade de pastorear um povo. Pensamos: “O que eu fiz, trazendo essa ou aquela pessoa para minha equipe?”. Ou: “O que eu fiz entrando neste absurdo de plantação de igreja?”. Possivelmente, alguns de nós estão começando, e enquanto vislumbramos a tarefa seguinte, nos sentimos preocupados com ela. Sentimos que não queremos entristecer o Senhor. Sentimos que não sabemos o que estamos fazendo às vezes, então como vamos plantar uma igreja ou pastorear o rebanho de Deus? O que estamos fazendo? Estamos fazendo a coisa certa mesmo estando no ministério?

Talvez você não seja um plantador de igrejas. Talvez você seja um pastor. Talvez você apenas sinta o peso de simplesmente ser um cristão. Você sabe que o Senhor o salvou e sabe que o evangelho é verdade, mas está achando o caminho cristão complicado. Você está descobrindo que a alegria que teve no início é difícil de manter. Você sente que aquela emoção se transformou em preocupação. Você se sente cansado, ansioso e sobrecarregado. Tudo parece ser um trabalho muito árduo.

A Bíblia não desconhece essas emoções. Jesus não desconhecia essas emoções. Em tempos de dificuldade, devemos olhar para ele para que nossas almas sejam encorajadas. Vejamos o que ele tem a nos dizer.

1) Jesus nos promete que ELE é a ressurreição e a vida

Em primeiro lugar, desejo que saibamos que Jesus nos promete que ELE é a ressurreição e a vida.

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (João 11.25-26).

O evangelho é 100% verdadeiro. E como sabemos que o evangelho é verdadeiro? Porque Cristo ressuscitou dentre os mortos. Jesus realmente morreu pelos nossos pecados e Jesus de fato ressurgiu dentre os mortos. Jesus, agora, está assunto e reinando em glória. Jesus está vivo.

Muitas vezes, paramos e olhamos as nossas vidas e pensamos: “O que estou fazendo sendo um cristão? O que estou fazendo ao receber quase nada como um assistente? O que estou fazendo como um líder que constantemente recebe queixas? O que estou fazendo sendo condenado ao ostracismo por minha família e amigos?”. Bem, quando estamos tendo nossa pequena “festa de autopiedade” precisamos nos lembrar que Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos e que tudo pelo que estamos passando vale a pena (mesmo quando não parece ser assim!)

Ouça as palavras de Paulo em 1 Coríntios 15.58 após dizer à igreja que a ressurreição de Jesus é verdadeira. Ele afirma:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho NÃO É VÃO”.

Paulo deseja que saibamos que os sacrifícios que estamos fazendo ao deixar amigos, família e até casas, por causa do evangelho, valem a pena. Ele deseja que permaneçamos firmes, porque Jesus está vivo e recompensará aqueles que são fiéis a ele! O que mais faria com que as pessoas deixassem vidas confortáveis ​​para se tornarem pastores ou plantadores de igrejas? Por que as pessoas deixariam a América para vir ao Reino Unido e trabalhar em uma periferia? Por que um inglês iria à Escócia para ser ridicularizado? Deve ser porque Jesus está vivo! Jesus está mudando vidas. Jesus nos chamou para isso. Sejam encorajados, meus irmãos e irmãs, o seu trabalho não é vão. Jesus é a ressurreição e a vida.

2) Jesus promete edificar a SUA igreja, não importa o que aconteça

Em segundo lugar, Jesus promete edificar a SUA igreja, não importa o que aconteça. Mateus 16.18 diz:

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Jesus fará essa obra. Sim, ele nos usará. Sim, temos a responsabilidade de compartilhar o evangelho. Sim, somos chamados a ser fiéis. Mas Jesus é finalmente responsável pela edificação de SUA igreja. Ele se preocupa com o nosso povo mais do que nos preocupamos, porque ele deu a sua vida por eles!

Essa promessa não é uma possibilidadeTalvez Jesus edifique a sua igreja. Pelo contrário, é uma promessa firme como uma rocha. Precisamos nos lembrar disso enquanto lidamos com os negócios do rei. Plantadores de igrejas muitas vezes sentem a pressão de um mundo esperando que realizemos o bem. Muitos de nós estão começando do zero e outros podem ter grupos de base/iniciação/de qualquer tipo que não exatamente inspiram confiança em todos os níveis. Perguntamo-nos como faremos qualquer coisa acontecer? Mas aqui está a verdade que precisamos lembrar constantemente: Jesus é aquele que fará o edifício e não nós.

Há outros de nós que estão um pouco mais confiantes. Eles pensam que ganharão essa periferia ou aquela cidade para Jesus. Eles têm um complexo de salvadores e acham que tudo depende deles. Mas adivinhem? Jesus pode fazer a sua obra sem nós.

Lembre-se, Deus não nos chama para resultados, mas para FIDELIDADE. Temos alguns plantios diferentes em torno da Escócia no momento. Todos eles em vários estágios de desenvolvimento. Alguns têm visto muitas salvações. Alguns viram apenas algumas. Alguns desenvolveram um forte grupo de base/iniciação/de qualquer tipo. Alguns têm apenas um punhado de pessoas firmes. Todos os líderes, sem exceção, serão tentados a ter um olhar provocador para os plantios uns dos outros e fazer comparações. “Nossa! Veja quantas pessoas eles têm? Estou fazendo algo errado aqui!” ou “Veja quão bem estamos fazendo em comparação com aquele grupo. Nós estamos vencendo”. Nós ficaremos orgulhosos ou nervosos. No entanto, tudo o que Deus exige de nós é a fidelidade, os resultados dependem dele.

Deus é aquele que conhece de antemão, predestina, chama, justifica e glorifica. Ele é soberano na salvação do começo ao fim. Nosso trabalho é apenas pregar o evangelho e deixar os resultados com o Rei Jesus. Precisamos lembrar que nossos plantios de igreja não crescerão da noite para o dia. Roma não foi construída em um dia. O reino de Deus cresce lenta e silenciosamente. Jesus foi claro sobre isso com a parábola do fermento e da semente de mostarda. Ambos são coisas minúsculas que, eventualmente, produzem um enorme impacto. Logo, precisamos ser pacientes com o tempo de Deus e confiar que Jesus edificará a sua igreja, não importa o que aconteça.

3) Jesus promete estar conosco todos os dias

Em terceiro lugar, lembre-se que Jesus sempre está conosco.

“E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. (Mateus 28.20)

Jesus dá esse comando aos discípulos que estavam muito nervosos com o futuro. Seu amigo e salvador estava prestes a voltar para o céu e eles estavam sendo comissionados a fazer discípulos das nações. Jesus os conforta dizendo: “ESTOU CONVOSCO”. Em outras palavras, Jesus promete estar com eles a cada passo do caminho. Ele nunca os deixará nem os abandonará. Essa promessa é a mesma para cada um de nós!

Às vezes, a liderança pode ser uma experiência solitária. Às vezes, o ministério em geral pode ser muito isolador. Mas, aqui está a verdade, Jesus está CONOSCO. Ele está nos sustentando e nos guiará.

Sim, fomos chamados para uma grande tarefa, mas temos um grande Salvador caminhando ao nosso lado. Quando Moisés foi chamado para ir até Faraó, Deus disse: “Eu estarei contigo…”. Quando Josué foi chamado para conduzir o povo até a Terra Prometida, Deus disse: “Eu estarei convosco…”. Quando os discípulos estavam assustados com o futuro, porque seu Salvador estava partindo, ele disse: “Estou convosco…”.

A Bíblia está repleta de heróis que não sabiam o que fazer! Moisés não queria ir. Gideão era um covarde. Jeremias se lamentou. Jonas fugiu. Pedro negou a Jesus. Contudo, Deus estava com eles e completou os seus propósitos. O Senhor nos usa não porque somos dignos ou porque temos grande conhecimento teológico ou porque somos empreendedores maravilhosos (embora essas coisas ajudem), mas ele o faz porque Jesus está conosco edificando o seu reino.

Continua na Parte 2.

Por: Andy Constable. © 20schemes. Website: 20schemes.com. Traduzido com permissão. Fonte: How To Stay Encouraged When You Want To Give Up (1).

Original: Como permanecer encorajado quando você quer desistir (Parte 1). © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva.

Como permanecer encorajado quando você quer desistir (Parte 2)

2-como-permanecer-encorajado

Este artigo foi adaptado de um sermão por Andy Constable, Pastor Associado da Niddrie Community Church (Edimburgo)

Esta é a segunda parte de um artigo que começamos na semana passada. Se você não leu a Parte 1, aqui está o link.

***

Estávamos pensando sobre o fato de que a vida cristã é uma batalha, o ministério é difícil e a liderança é um trabalho desgastante. Mas na Bíblia, Jesus dá incentivos aos seus seguidores para que nos mantenhamos firmes. Jesus promete que ele é a ressurreição e a vida; que ele edificará a sua igreja, não importa o que aconteça; e que ele estará conosco todos os dias. Hoje meditaremos em mais três promessas que Jesus nos dá para nosso encorajamento.

4) Jesus promete preservar o seu povo

A quarta promessa que Jesus faz para nosso encorajamento é que ele preservará o seu povo. Observe estas palavras de João 6.39:

“E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia”.

Às vezes, nos preocupamos se podemos prosseguir na vida cristã. Mas não somos nós quem nos seguramos em Cristo, em vez disso, ele é quem nos segura.

“Quando eu temer a fé faltar,
Cristo não me deixará.
Quando o tentador rondar,
Cristo me preservará,
Nunca poderei sozinho estar
Através do árduo caminhar,
Pois, meu amor pode esfriar,
Cristo me sustentará”.
 [1]

Ele nos dá a energia e a força para perseverarmos!

 Às vezes, como líderes da igreja, nos preocupamos com o nosso povo. Pensamos: “Nossa! Essa família seguiu-me em uma periferia e agora sou responsável por eles. E se tudo der errado?”, ou, quando um de nossos discípulos se afasta, nos culpamos. Questionamos nossos métodos de discipulado. Ou talvez um dos nossos assistentes está se esforçando para realizar o trabalho, e ele ou ela continua cometendo os mesmos erros bobos. Sentimos o fardo do nosso povo. Lembremo-nos de que se o Espírito de Deus estiver em alguém, então ele constantemente atrairá tal pessoa para o Salvador. Jesus não perderá um filho que ELE chamou. NÓS podemos tropeçar, NÓS podemos nos enganar, NÓS podemos cair, mas Cristo sustenta os seus filhos até o fim.

Aqueles que o Pai elege nunca serão lançados fora ou perdidos por Jesus. Em outras palavras, Jesus preservará todos os que são verdadeiramente cristãos até o fim. Não importa o que fazemos, não importa para onde vamos, não importa quais problemas enfrentamos, ele continuará a nos sustentar. Ele não deixará nosso pé tropeçar, ele não nos perderá. Ele sustentará o seu povo! Precisamos dessa segurança em nossos ministérios.

5) Jesus promete dar-lhe alívio

Em quinto lugar, Jesus disse: “Eu vos aliviarei”.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28-30).

Todos nós ficamos cansados. Todos nós ficamos sobrecarregados. Nosso ministério nas periferias pode ser particularmente exaustivo mental e espiritualmente à medida que lidamos com pessoas carentes dia após dia. Nosso tipo de ministério não é um tipo de trabalho em tempo parcial. Não podemos “deixar algo no escritório”. Os líderes estão constantemente orando por seu povo. Mas Jesus diz que se estivermos cansados ​​e sobrecarregados, então ele pode dar profundo alívio às nossas almas. O que ele quer dizer com alívio? Ele quer dizer que podemos ser preguiçosos e assistir TV o dia todo? Ele quer dizer “sair de férias”? Ele não está dizendo: “não trabalhe”. Ele não está dizendo: “seja preguiçoso”. Ele não está dizendo que as coisas não serão difíceis. Mas ele está dizendo que o alívio que ele nos dá nos capacita a prosseguir na vida sem sentirmos um fardo com o qual não podemos continuar. Seu alívio nos restaura e nos mantém seguindo em frente.

Por que ficamos tão sobrecarregados como cristãos? Ficamos sobrecarregados porque assumimos coisas que são demais para nós. Ficamos preocupados com coisas que estão fora do nosso controle. Somos orgulhosos de coração. Mas, quando somos humildes e confiamos em Cristo, podemos trabalhar para ele de todo o coração sem sentir um fardo que nos oprime. Ele nos dá alívio para continuarmos. Jesus diz que nós aprendemos com ele.

Observe o Salmo 131.1-2:

“SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo”.

O salmista é capaz de descansar porque não se ocupa com coisas que são maravilhosas demais para ele. Pense em quem está escrevendo isso. É o rei Davi! Há muitas coisas a serem feitas, mas ele deixa o controle do universo com Deus. E como pessoas no ministério, precisamos saber que não estamos no controle das coisas. Não precisamos nos preocupar com o futuro. Não precisamos nos preocupar com o que acontecerá. Precisamos parar de ser controladores, e precisamos saber que Deus tem as coisas em sua mão.

Precisamos lembrar que servir ao Senhor Jesus deve ser uma alegria e não um fardo. Lembro-me de alguns anos atrás, sentindo uma verdadeira queda no ministério. Ele havia se tornado pesaroso. Eu não queria mais fazer isso. E o problema era que eu estava assumindo fardos que não deveria assumir. Eu estava tentando controlar tudo e falhando miseravelmente nisso. Eu tinha abandonado o alívio do meu Salvador. E naquele momento eu precisava me arrepender e lembrar da alegria do ministério! É uma alegria. Não há nada melhor do que servir o Rei Jesus.

6) Jesus promete-nos o céu no futuro

Finalmente, Jesus nos promete o céu.

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”(João 14.1-3).

Podemos suportar esta carreira porque o céu está por vir. O que mantém o corredor prosseguindo na maratona? A linha de chegada. O que faz uma mulher grávida prosseguir? O nascimento de uma criança. O que nos faz continuar quando o trabalho é difícil? O feriado! O que nos mantém caminhando até o fim? O céu!

“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mateus 19.29).

Alguns de nós estão em lugares desconfortáveis. Estamos fora de nossas zonas de conforto. Alguns de nós deixaram a família e as casas para trás. Mas tudo isso será recompensado no dia de Cristo Jesus. E aqui está o ponto principal. Quando chegarmos ao céu, não nos lembraremos do trabalho, pois estaremos envolvidos na adoração a Cristo!

Portanto, sejam encorajados. Jesus está vivo e ele reina. Ele está edificando a sua igreja. Ele está conosco. Ele não deixará o seu povo se perder. Ele nos dará alívio ao longo da peregrinação. E um dia ele nos levará para que estejamos com ele para sempre!

Seja você quem for, não importa o que você está fazendo ou o que está lhe consumindo. Leve isso ao Senhor Jesus. Ele entende. Honestamente, ele entende!

#1: Trecho da canção “He Will Hold Me Fast” (Sovereign Grace Music), em tradução livre.

Por: Andy Constable. © 20schemes. Website: 20schemes.com. Traduzido com permissão. Fonte: How To Stay Encouraged When You Want To Give Up (2).

Original: Como permanecer encorajado quando você quer desistir (Parte 2). © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva.

 

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