ULRICO ZUÍNGLIO

PERSONAGENS DA HISTÓRIA

Ulrico Zuínglio

ULRICO ZUÍNGLIO

Ulrico Zuínglio nasceu no dia 1º de janeiro de 1484 na pequena cidade de Wildhaus, situada no nordeste da Suíça. Ele foi educado pelos seus pais na religião católica e logo cedo se destacou por sua inteligência e amor pela verdade. Aos oito anos ele teria dito que estava considerando se a mentira não deveria merecer uma punição maior que o roubo, já que a verdade seria “a mãe de todas as virtudes”. Por isto o pai achou uma injustiça confiná-lo à vida pastoril, como fizera com seus irmãos (eles cuidavam de ovelhas). Decidiu assim deixá-lo aos cuidados de seu irmão Bartholomew, que influenciou bastante o humanismo de Zuínglio.

Dalí em diante Zuínglio aprendeu latim, grego e música. Sua dedicações nos estudos era tão grande que ele ficou conhecido como o melhor estudioso clássico e poeta latino da Suíça.

Tornou-se padre e pregou seu primeiro sermão as margens do lago de Zurique.
Conheceu pessoalmente Erasmo de Roterdã e a partir daí aprofundou-se mais em estudos bíblicos.Com a iluminação divina e o estudo da Palavra Zuínglio foi percebendo grandes erros que a Igreja Católica estava cometendo e, ao contrário de Erasmo, acreditava firmemente na predestinação.

Ele começou a criticar alguns abusos feitos pela igreja, especialmente a venda de indulgências, pregado a adoração exclusiva a Cristo, ao invés de Maria e disse que o papado não se baseia nas escrituras. A cidade em que ele morava atraía muitas pessoas em peregrinação e todo esse movimento ajudou a espalhar as pregações de Zuínglio.

Em 1518 se tornou sacerdote da principal igreja da cidade de Zurique. Tendo lido recentemente a tradução do Novo Testamento feita por Erasmo, começou em 1519 a pregar uma série de sermões bíblicos que causaram forte impacto. A partir dessa época, defendeu um grande programa de reformas em cooperação com os magistrados civis. Suas idéias sobre o culto público e os sacramentos representaram uma ruptura mais radical com as antigas tradições do que fez o movimento luterano.

O ano de 1522 foi decisivo. Zuínglio protestou contra o jejum da quaresma e o celibato clerical, casou-se secretamente com Ana Reinhart, escreveu Apologeticus Archeteles (seu testemunho de fé) e renunciou ao sacerdócio, sendo contratado pelo concílio municipal como pastor evangélico. Nos dois anos seguintes, uma série de debates públicos levou à progressiva implantação da reforma em Zurique, culminando com a substituição da missa pela Ceia do Senhor em 1525. Infelizmente, alguns de seus primeiros colaboradores, tais como Conrado Grebel e Félix Mantz, adotaram posturas radicais quanto ao batismo, dando início ao movimento anabatista, que gerou fortes reações das autoridades.

Os últimos anos da vida de Zuínglio foram marcados por crescente atividade política. No interesse da causa reformada, ele defendeu a luta contra o império alemão e também contra os cantões católicos da Suíça. Buscando fazer uma aliança com os protestantes alemães, encontrou-se com Lutero no célebre Colóquio de Marburg, convocado pelo príncipe Filipe de Hesse em 1529. Embora concordassem em quase todos os pontos discutidos, os dois reformadores não puderam chegar a um acordo com relação à Ceia do Senhor. No dia 11 de outubro de 1531, quando acompanhava as tropas protestantes na segunda batalha de Kappel, Zuínglio foi morto em combate. Segundo se afirma, suas últimas palavras foram: “Eles podem matar o corpo, mas não a alma”.

Fonte:http://www.upa.org.br/personagem-1463719455-ulrico-zuinglio

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